Honrado despede-se mas o seu projeto continua

O nome do novo presidente da administração do D. Maria II não é conhecido. Miguel Honrado empossado amanhã como secretário de Estado da Cultura

O dia de aniversário do Teatro Nacional D. Maria II marca também a despedida do presidente da administração do teatro, Miguel Honrado, que amanhã toma posse como secretário de Estado da Cultura ao lado do novo ministro da Cultura, Luís Filipe Castro Mendes.

Miguel Honrado chegou a este teatro em janeiro de 2015, depois de uma longa experiência como gestor cultural (por exemplo no Teatro Viriato, em Viseu, e na empresa municipal de Lisboa, EGEAC), nomeado pelo então secretário de Estado do governo do PSD, José Barreto Xavier. A seu lado, para pôr de pé o projeto artístico do diretor Tiago Rodrigues, tinha os vogais Cláudia Belchior e Sofia Campos Carvalho. O mandato é de três anos, podendo ser renovado. Entretanto, o novo governo socialista, liderado por António Costa, manteve a confiança na equipa e, de uma certa forma, reforçou-a, ao convidar o presidente da administração para um cargo no governo. Numa entrevista recente ao DN, Miguel Honrado queixava--se da necessidade de estabelecer um contrato-programa entre o Estado e o Teatro Nacional, de modo a garantir a estabilidade do projeto e o seu desenvolvimento a médio prazo. É de esperar que essa seja uma das medidas na cabeça do novo secretário de Estado.

Ainda não se sabe quem vai para o lugar agora vago no Teatro Nacional mas a expectativa é que seja uma solução de continuidade. O lugar de presidente de administração é um cargo de gestão e não de programação, pelo que pode ser ocupado por pessoas com perfis muito diferentes. Antes de Honrado, o cargo foi ocupado por Carlos Vargas que, além da carreira universitária, tinha uma longa experiência na gestão pública da cultura, nomeadamente no Opart (para onde voltou, atualmente como presidente). Vargas foi o administrador quando João Mota foi o diretor artístico. Já no mandato de Diogo Infante (2008-2010), a administração tinha sido presidida pela professora universitária e investigadora na área do teatro Maria João Brilhante.

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