Empresa volta atrás. Ai Weiwei pode ter todas as peças que quiser

A Lego deixa cair as restrições de vender grandes quantidades de peças ao artista chinês Ai Weiwei que lhe valeram fortes críticas.

Artista e ativista político, o chinês Ai Weiwei acusou a empresa dinamarquesa de censura quando, em outubro, recusou uma encomenda para uma nova peça do artista.

A justificação da Lego foi que há muito mantinham uma política de não fornecer ou doar grandes quantidades se souberem que vão ser usados como parte de uma "agenda política".

As críticas não se fizeram esperar por parte dos grupos de direitos humanos e gerou uma campanha online angariando doações de peças a favor do artista.

A Lego voltou atrás na terça-feira, em comunicado. Sem se referir ao caso em concreto, afirmou que não voltaria a perguntar qual o destino que as pessoas pretendem dar às peças. Admitiu ainda que a posição anterior poderia "causar mal-entendidos ou ser considerada inconsistente".

O que diz a Lego é que quem usa publicamente as peças só tem de deixar claro que a empresa não valida o projeto.

As autoridades chinesas confiscaram o passaporte de Ai Weiwei em 2011 e detiveram-no durante 81 dias. Os documentos só lhe foram entregues de novo em julho do ano passado.

Na sua obra, o artista já usou peças de lego para criar retratos de dissidentes como Nelson Mandela.

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