"Conversas" com obras portuguesas em Serralves

Nova exposição mostra obras de alguns artistas portugueses considerados mais influentes, produzidas nos últimos dez anos e recentemente adquiridas ou que em breve irão integrar a coleção de Serralves

Sónia Almeida, Leonor Antunes, Pedro Barateiro, Pedro Cabrita Reis, Alberto Carneiro, André Cepeda, Mauro Cerqueira, Pedro Henriques, José Loureiro, Jorge Molder, Musa paradisíaca, Diogo Pimentão, Jorge Queiroz, Ana Santos, Julião Sarmento e André Sousa são os artistas representados na mostra Conversas que ficará patente até 22 de janeiro de 2017.

"A exposição reúne obras de artista portugueses de hoje, mas de gerações diferentes, e que apresentam obras de arte que 'falam' entre si", explicou Suzanne Cotter, curadora da exposição e diretora do Museu da Arte Contemporânea de Serralves, em declarações aos jornalistas numa visita guiada que antecedeu a inauguração oficial da exposição.

Concebida como "uma série de diálogos entre alguns dos mais influentes artistas portugueses desde a geração da década de 1960 até à atualidade", a exposição propõe "narrativas baseadas em explorações formais do real, legados do modernismo, noções expandidas de pintura, mundos visionários de paisagens imaginadas e surrealismo especulativo".

A mostra apresenta obras em diversos meios como a pintura, desenho, escultura, fotografia, filme e vídeo, realizadas a partir dos anos 2000.

Segundo Suzanne Cotter, "Conversas: Arte portuguesa recente na Coleção de Serralves" é "um conjunto de narrativas possíveis para considerar a arte contemporânea em Portugal da perspetiva da atualidade". As obras de arte representadas são aquisições recentes ou futuras da Coleção de Serralves datadas de 2001 a 2015.

"Ao reunir as obras aqui representadas, a intenção foi sublinhar os abundantes e diversificados pontos de contacto, bem como algumas linhas de investigação formal, conceptual e narrativa da arte portuguesa e do modo como podemos começar a entender e a examinar as suas trajetórias ao longo do tempo", sublinha a diretora do museu, que considera os artistas portugueses "muito cosmopolitas".

Para Suzanne Cotter, é difícil dizer: "é uma arte tipicamente portuguesa", sendo que "muitos deles fazem parte de redes artísticas globais".

"Conversas: Arte portuguesa recente na Coleção de Serralves" tem curadoria de Suzanne Cotter, diretora do Museu de Arte Contemporânea de Serralves e de Ricardo Nicolau, curador e adjunto da diretora do Museu de Arte Contemporânea de Serralves, no Porto.

A Coleção de Serralves integra atualmente mais de 4.300 obras, das quais cerca de 1.700 são propriedade da Fundação de Serralves e as restantes 2.600, provenientes de várias coleções privadas e públicas, foram objeto de depósito de longo prazo.

De entre os acervos depositados em Serralves, que constituíram pontos de referência para o desenvolvimento da Coleção de Serralves, contam-se a Coleção da Secretaria de Estado da Cultura e a Coleção da Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento (FLAD). A Coleção de Serralves inclui ainda cerca de 5.000 livros e edições de artistas.

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