Na ressaca da decepcionante derrota de sábado com a Roménia, que deitou por terra os sonhos portugueses de presença no Mundial 2011 (Nova Zelândia), Tomaz Morais abandonou o cargo de seleccionador nacional, que ocupava há dez anos, e vai ser hoje apresentado como director de râguebi, designação da International Rugby Board para as funções de director técnico nacional..Após conversa tida ontem com Carlos Amado da Silva, presidente da Federação Portuguesa de Râguebi (FPR), onde foi feita uma "reflexão calma e sem precipitações sobre o seu futuro à frente da selecção nacional, tendo em vista o projecto e os objectivos da FPR para os próximos anos", Morais aceitou o cargo que lhe foi oferecido, por decisão do elenco federativo eleito em Janeiro. .Tomaz Morais passará a ser o chefe máximo do râguebi português, só respondendo perante a direcção e com poderes de intervenção sobre todas as áreas da modalidade, nomeadamente no funcionamento do Centro de Alto Rendimento (no Jamor), definição dos diversos modelos competitivos e escolha das equipas técnicas dos vários escalões. .Com o processo de qualificação para o Mundial 2015 a arrancar só em Fevereiro de 2013 - pelo que as próximas duas épocas serão apenas marcadas pela disputa da Taça Europeia das Nações -, a decisão quanto ao novo seleccionador nacional não será tomada de imediato. E mesmo obrigando a um significativo esforço financeiro, a opção deverá recair sobre um técnico estrangeiro..Já no capítulo das selecções mais jovens, a FPR pretende ajustar as suas actuais estruturas técnicas - com responsáveis diferentes para cada escalão - à realidade do râguebi português. Ou seja, tentar-se-á juntar, sob o mesmo comando, os escalões nos quais nunca se verifica a sobreposição de competições, como é o caso dos sub-21, sub-19 e sub-18. .Entretanto, hoje reúne-se a Assembleia Geral da FPR, em que, entre outros assuntos, será discutido o novo estatuto remuneratório do presidente da direcção.