The Independent: "O sonho dos nossos fundadores nunca morrerá"

Jornal britânico acaba hoje com edição em papel e frisa que a sua presença exclusivamente online é "um exemplo" a seguir
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Este sábado, foi para as bancas a última edição em papel do jornal britânico The Independent. No interior, um suplemento especial de 16 páginas, com mensagens de agradecimento aos leitores e recordações dos últimos 30 anos. "Durante três décadas, combatemos a hipocrisia, a ignorância, a tirania, a pobreza, a fraude e os absurdos das celebridades", lê-se, inicialmente, no editorial.

"Agora, publicamos em várias plataformas digitais e temos a nossa maior audiência de sempre. É por isso que o The Independent, longe de acabar, está a mudar. Hoje, as máquinas de impressão pararam, a tinta secou e o papel deixará de se enrugar. Mas conforme um capítulo se fecha, outro abre-se, e o espírito do The Independent continuará a florescer. O nosso trabalho continua, a nossa missão resiste, a guerra ainda soa, e o sonho dos nossos fundadores nunca morrerá". Neste último editorial, os responsáveis asseguram ainda que a presença exclusivamente online, daqui em diante", é "um exemplo para outros jornais no mundo seguirem".

Lançado em 1986, a publicação britânica chegou a ultrapassar os 420 mil exemplares vendidos, diariamente, em 1989. No entanto, vítima da revolução digital, hoje em dia vendia apenas 60 mil cópias, e era o diário menos próspero no Reino Unido.

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Recorde-se que o proprietário do jornal, o milionário russo Evgeny Lebedev, anunciou em fevereiro a decisão de acabar com as edições impressas - a diária e a de domingo, o Independent on Sunday. "A indústria dos jornais está a mudar, e a mudança está a ser liderada pelos leitores. Eles mostram-nos que o futuro é digital", justificou, na altura.

O último Independent on Sunday foi para as bancas a 20 de março, despedindo-se, simplesmente, com: "Lights out" (em português, luzes apagadas).

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