Marcelo pede "nacionalismo" mas que seja "patriótico". BE, PCP e PEV não aplaudem

Os discursos de celebração da Revolução dos Cravos revelaram um país político estranhamente pacificado
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Num registo oposto ao que tem marcado todos os debates parlamentares desta legislatura, PSD e CDS inibiram-se de ataques diretos à maioria de esquerda. Teresa Leal Coelho, pelo PSD, fez da batalha da transparência e pela defesa da criminalização do enriquecimento ilicito - uma velha bandeira sua - o principal tema do seu discurso.

Já o CDS, que fez avançar Isabel Galriça Neto, que reafirmou o compromisso do partido com o Estado Social. Galriça Neto destacou-se, aliás, por ter sido a primeira deputada nesta sessão solene a recordar a memória de Mário Soares - este é o primeiro 25 de Abril depois da morte do "pai fundador" da democracia. Os oradores anteriores - do PAN, PEV e PCP - não o tinham feito.

O próprio Presidente da República - aliás como prometido - planou sobre a atualidade política, preferindo-se concentrar-se em temas como o populismo, talvez por influência dos resultado das eleições presidenciais francesas. Denunciando o "empobrecimento ético e doutrinário" dos dias de hoje, quando se diz o que é "aprazível ao ouvinte" e não "o que deve ser dito", pediu aos portugueses "nacionalismo patriótico" (por oposição a "nacionalismo egocêntrico"). Ao Governo deixou uma incumbência: que haja mais crescimento económico.

Ferro Rodrigues, pelo seu lado, preferiu sublinhar como o "novo tempo político" dos entendimentos à esquerda têm contribuído para melhorar a imagem pública do Parlamento - agora com "uma nova centralidade".

À esquerda, a nota dominante foram críticas à UE. Embora em tons diferentes e revelando diferentes graus de dramatismo, essa foi uma marca comum aos discursos de Jorge Machado (PCP), Joana Mortágua (BE) e do próprio PS, que fez subir à tribuna um deputado há muito silencioso, Alberto Martins (que hoje celebra 72 anos).

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