Restaurantes de Lisboa superam a prova

Quatro espaços da capital receberam a distinção máxima na iniciativa Lisboa à Prova. Sinal de resiliência para manter o nível de qualidade mesmo durante os dois anos de pandemia. Presidente da Câmara lembra que a restauração é a "primeira imagem" da cidade.
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O Lisboa à Prova voltou e veio demonstrar que a restauração da capital superou as dificuldades trazidas pela covid-19 nos últimos dois anos e mostrou resiliência para se manter de pé e com qualidade. Quatro restaurantes locais receberam a distinção máxima desta edição do concurso, que avaliou os anos de 2021 e 2022. Foram eles o Alma, o Epur, o Pabe e o Sála.

Em relação a edições anteriores, os restaurantes Alma, de Henrique Sá Pessoa, e Epur, de Vincent Farges, são repetentes na categoria de 3 Garfos, a mais elevada distinção.

O Alma, que já conta com duas estrelas Michelin, define-se como um restaurante fine dining: cozinha de autor, servida informalmente mas num ambiente sofisticado, e com sabor. "No Alma procuramos servir mais do que uma refeição: servimos emoções, identidade, conhecimento. No fundo, procuramos desenvolver uma cozinha com profundidade, que é também uma consequência das nossas experiências", lê-se no site do espaço, situado no Chiado.

Já o Epur, também no Chiado, com uma estrela Michelin, apresenta, segundo o Guia, "uma cozinha criativa incrivelmente visual, mas também elegante, pura e próxima do mundo vegetal, com bases tradicionais e internacionais". "Este reconhecimento é tão mais importante por ter resultado de avaliações realizadas durante o pedido de pandemia que se estendeu de 2020 a 2021. Estamos todos de parabéns pela resiliência e empenho. Allez, allez", diz uma publicação do espaço no Facebook acerca da distinção do Lisboa à Prova.

"Nesta edição marcada pela pandemia de covid-19, é de salientar a enorme resiliência demonstrada pelos participantes, que, apesar das dificuldades e obstáculos constantes, se mantiveram irredutíveis nesta edição do concurso", diz a organização dos prémios, iniciativa da consultora de comunicação ÚNICA promovido pela Câmara Municipal de Lisboa, pelo Turismo de Lisboa e pela Associação de Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP). "Os restaurantes que, neste contexto, conseguiram manter-se a concurso com todas as exigências que lhe são conhecidas vão agora ver reconhecido o seu esforço", refere ainda, sublinhando o ânimo e a perspetiva de um futuro promissor nesta entrega de prémios e na abertura de inscrições para a edição de 2022.

O Pabe, um clássico de Lisboa (Rua Duque de Palmela) que foi durante décadas casa de políticos e intelectuais, tem como ponto de partida as origens e tradições gastronómicas portuguesas, privilegiando a qualidade e a sazonalidade dos produtos. Também levou "3 Garfos". E o mesmo aconteceu com o Sála, do chef João Sá, um "espaço intimista, onde a cozinha à vista convida a conhecer as sugestões".

A 14.ª edição do concurso atribuiu nesta edição 90 prémios, que resultaram da opinião de jurados independentes que realizaram mais de 330 visitas. Além dos quatro já referidos, com a classificação de "2 Garfos superior", há oito restaurantes distinguidos; na categoria de "2 Garfos", são 16 os contemplados; na categoria de "1 Garfo superior", há 22 estabelecimentos e são 40 os estabelecimentos premiados com "1 Garfo".

Os prémios foram entregues na passada terça-feira numa cerimónia nos Paços do Concelho, na qual participou pela primeira vez Carlos Moedas, à frente do novo executivo da Câmara Municipal de Lisboa, que assinalou que o setor da restauração é a "primeira imagem" da cidade. O autarca lembrou "a capacidade de inovar que sempre tiveram", durante a pandemia. A Câmara, assegurou, "vai estar ao vosso lado e encontrar maneiras de vos ajudar".

sofia.fonseca@dn.pt

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