Quem tem medo do debate?

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A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou o fim da pandemia da covid-19. Nasceu por decreto. Morreu por burocracia. Mas urge um balanço. Sobretudo quando, a reboque do chamado Tratado Pandémico, se prepara a atribuição de colossais poderes à OMS -- incluindo o de abalroar as soberanias nacionais.

Pior: segundo uma investigação dos jornais Político e Welt, a gestão da Covid-19 foi coordenada por quatro organizações de saúde (Fundação Gates e o Wellcome Trust em coordenação com outras instituições também criadas por Bill Gates -- a Global Alliance for Vaccination and Immunization (GAVI) e a Coalition for Innovation in Epidemic Preparedness) que assim gastaram 10 mil milhões de dólares, sem qualquer escrutínio. O que se verificou, relata o Politico, "foi uma mudança constante, quase inexorável, de poder dos governos sobrecarregados para um grupo de organizações não-governamentais".
Adiante. Na comunicação social mainstream já se assume que os confinamentos representaram graves consequências para a saúde, a economia e a escolaridade. A cnn portugal, por exemplo, recentemente numa publicação online, aduzia : "Duas infecções respiratórias no espaço de alguns meses, conjuntivites que surgem de forma repetida como nunca tinha acontecido, miúdos que rapidamente voltam a ficar com uma gastroenterite, gripes que nos atiram para a cama e parecem não ter um fim à vista. Estamos a ficar doentes mais vezes? Parte da explicação está na forma como os confinamentos interferiram no sistema imunitário." Enfim, aquilo para que pessoas razoáveis (apodadas de negacionistas) alertaram em 2020, 21 e 22, foi ignorado. Eis a factura. Escusado será falar do impacto deste rombo na imunidade sobre a produtividade ou as aprendizagens escolares, já tão fustigadas pelos anos de fecho.

Aliás, também há uns dias, o Jornal de Notícias titulava: "Mortalidade infantil sobe: morreram 217 bebés. Pediatras defendem análise detalhada às causas."

Acontece que ainda só noutros media se interpelam os efeitos adversos das inoculações. Até sobre os vários problemas judiciais que a presidente da comissão europeia Úrsula van der Leyen enfrenta devido aos contratos com as farmacêuticas (72.000 milhões de euros) que incluem acusações como abuso de poder, conflito de interesses, pouco se fala.

De resto, a OMS e os Governos -- incluindo o português -- invocam as inoculações covid como as responsáveis para que o SARS-CoV-2 se tornasse endémico, menorizando quer o papel da Ómicron (a variante ligeira - a evolução natural de um vírus), quer a imunidade natural, mas recusam-se a debater os seus efeitos secundários.

Já o Página Um, consultando à base de dados da EudraVigilance, constatou que só entre 1 de Janeiro e 1 de Maio foram contabilizadas 1045 mortes associadas às 11 vacinas nos países abrangidos pela Agência Europeia do Medicamento, de entre um total de 70.789 reacções adversas. Ou seja, 9 mortes por dia. E, note-se, trata-se do que foi notificado -- na maioria são as próprias farmacêuticas que enviam os registos individuais anonimizados.

Estes óbitos e lesados não merecem prime time? São mortos e doentes de segunda? Aguarda-se que um órgão de comunicação social promova, finalmente, um amplo debate sobre a gestão covid, com confronto e contraditório. Têm medo de quê?


Psicóloga clínica

Escreve de acordo com a antiga ortografia

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