A escola, seja pública seja privada, forma as gerações que no futuro vão fazer do país o que ele for. Num país que já jogou muita dívida para as futuras gerações pagarem e que em matéria de pensões já hipotecou direitos que só estão adquiridos para quem já recebe e não para quem já descontou, a prioridade devia estar centrada na escola. No mínimo, convinha que a escola não ficasse refém de interesses corporativos ou que não a transformassem em vítima de uma guerra entre público e privado..Nesta sociedade que todos queremos mais justa, a escola tem um papel crucial porque aproxima ricos e pobres, promovendo até onde pode a igualdade de oportunidades. Para melhorar ainda mais esta tarefa, estou convencido de que é preciso uma aposta maior na escola pública. Não é nada contra a escola privada que pode e deve financiar-se sem estar dependente dos recursos públicos..Adiante! Foi para manifestar a minha total satisfação com o 1.º Congresso das Escolas que escolhi este tema. Ontem e hoje, na Fundação Gulbenkian, com o Alto Patrocínio do Presidente da República, público e privado juntaram-se para discutir forças e fraquezas da escola que temos. A Associação dos Estabelecimentos do Ensino Particular e Cooperativo, a Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas, a Associação Nacional de Dirigentes Escolares e a Associação Nacional de Escolas Profissionais juntas em defesa do bem comum. Foi o primeiro congresso, espero que se sigam outros, espero que se transformem em força de lóbi e que consigam mudar o que ainda tem de ser mudado. Sem perder de vista que muito mudou, muito melhorou nestes 40 anos de democracia..PS: Mário Nogueira, que ontem voltou a fazer uma espera ao ministro da Educação, com reivindicações que até podem ser muito justas, também poderia perceber o caminho que aquelas associações estão a tentar construir. Mas ontem isso não estava nas suas prioridades, era mais importante aparecer na televisão. Há quem ache que é dono da escola.