PSD diz que está fora de questão acabar com taxa intermédia de IVA
Em conferência de imprensa, na sede nacional do PSD, em Lisboa, Nogueira Leite disse que esse foi um dos cenários estudado pelos sociais-democratas durante a elaboração do seu programa eleitoral, mas foi excluído por "decisão política da Comissão Permanente e do seu presidente", Pedro Passos Coelho.
Segundo Nogueira Leite, o coordenador do programa eleitoral do PSD, Eduardo Catroga, deu a sua opinião pessoal, sem comprometer o partido, ao defender em entrevistas ao "Jornal de Negócios" e ao "Diário Económico" que se deve "caminhar para apenas duas taxas" do IVA, "com respeito pelo cabaz alimentar básico".
"É muito simples: Eu tenho a minha opinião, o doutor Catroga tem a sua opinião, o engenheiro Carlos Moedas tem a sua opinião, até o doutor Miguel Beleza tem a sua opinião. O Vítor Bento veio também expressar a sua opinião, embora não seja membro do partido. Mas o PSD tem um líder e uma liderança, e a posição do PSD é a posição do líder do PSD", disse.
Está "absolutamente fora de questão" o PSD vir a acabar com a taxa intermédia do IVA, reforçou o membro do Conselho Nacional do PSD e conselheiro económico de Pedro Passos Coelho.
De acordo com Nogueira Leite, a intenção do PSD é "tentar negociar em sede da União europeia a aplicação preferencial ao sector exportador" da redução da Taxa Social Única (TSU) "até 4 pontos" e há "mais do que margem" para isso.
No programa de ajuda externa a Portugal acordado pelo Governo "os ganhos de poupança e de custos e de aumentos de outros impostos que não este, aumentos de taxa, aumentos de bases de incidência, correspondem a um valor que é cerca de 300 milhões de euros superior àquilo que é o montante máximo da receita perdida pela redução que nós propomos da TSU", referiu o economista.
"Portanto, se o Governo quiser cumprir, por uma vez, aquilo que desta vez se comprometeu com as instituições internacionais, há mais do que margem para algo que é uma visão maximalista da posição do PSD", acrescentou.

