Em causa está uma decisão da Mesa da Assembleia que incluiu na ordem de trabalhos da sessão de novembro um ponto para apreciação e votação do "regresso antecipado" do deputado municipal Hugo Lacerda..Em comunicado, o PS diz que discorda frontalmente desta decisão, porque "contraria cabalmente as disposições regimentais e viola os princípios básicos da representatividade democrática, coartando o exercício do mandato a um dos eleitos do PS".."O Regimento da Assembleia Municipal determina de forma clara que, uma vez findos os motivos que levam ao pedido de suspensão de mandato feito por um membro e logo que este comunique o término dos mesmos, este retoma as suas funções de forma imediata mediante convocatória pelo Presidente da Assembleia, o que não sucedeu", refere-se na mesma nota..O PS manifesta assim a sua oposição à realização da sessão de Assembleia Municipal por a mesma "padecer de ilegalidade e de parcialidade"..Tendo em conta a alegada inobservância das disposições regimentais, os socialistas dizem que resta aos seus eleitos -- deputados municipais e vereadores -- abandonar os trabalhos como forma de protesto por não poder compactuar com "um comportamento que viola os mais nobres princípios democráticos"..O PS entende ainda que a manutenção da decisão da Mesa da Assembleia resulta numa "violação primária" dos direitos do deputado municipal Hugo Lacerda e da bancada que integra, enquanto eleito pelos munícipes..Para os socialistas, este ato só pode ser encarado como "um ataque mobilizado por razões políticas que coloca em causa a já ténue imagem de imparcialidade que se deve exigir a este órgão"..Apesar do abandono do PS, e uma vez que estava reunido quórum, a Assembleia prosseguiu com os trabalhos, que foram interrompidos antes da apreciação e aprovação da proposta das Grandes Opções do Plano e Orçamento da Câmara de Ílhavo para 2019.