Portugueses fizeram 3500 furos de água em quatro meses

Governo proibiu no final de outubro novas captações de água nos perímetros urbanos ou servidos pela rede pública. Outras zonas submetidas a autorização
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Entre junho e outubro, os portugueses fizeram 3467 novos furos de água. Os dados da Comissão Permanente de Prevenção, Monitorização e Acompanhamento dos Efeitos da Seca, publicados hoje pelo jornal Público, foram referidos pelo ministro do Ambiente, na conferência de imprensa do final de outubro, quando foram anunciadas novas restrições a esta forma de exploração de água.

Nessa conferência, João Pedro Matos Fernandes referiu que tinham sido licenciadas mais de 3200 captações de água desde junho e que essa captação passaria a estar proibida nas zonas urbanas ou se forem servidas pela rede pública de abastecimento.

As restantes licenças passaram, no final de outubro, a estar sujeitas a uma "análise das disponibilidades de água existentes" e da "sustentabilidade de novas captações, atendendo aos níveis críticos em que se encontram as águas subterrâneas".

O Público refere ainda que foram legalizados 1769 furos no mesmo período. Em Portugal, existem cerca de 60 000 captações, superficiais e subterrâneas, licenciadas.

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