Polícia mexicana confessa que cinco jovens que entregou a cartel foram assassinados

Um grupo de polícias está acusado de deter ilegalmente cinco estudantes. Os corpos dos jovens foram moídos num moinho de cana de açúcar
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Um dos polícias acusado de deter ilegalmente cinco estudantes mexicanos confessou que eles foram assassinados depois de os agentes os terem entregado a um cartel de droga, informaram as autoridades na terça-feira.

Quatro homens, todos na casa dos 20 anos, e uma rapariga de 16 anos, desapareceram a 11 de janeiro depois de terem sido detidos pela polícia do estado de Veracruz na localidade de Tierra Blanca, no leste do México.

O polícia - que faz parte de um grupo de oito agentes detidos pelo desaparecimento dos jovens - disse aos investigadores que o grupo foi levado para um rancho e entregue a membros do cartel Jalisco New Generation, disse o vice-ministro do Interior, Roberto Campa, citado pela AFP.

Os jovens foram posteriormente assassinados e os seus corpos queimados e os restos mortais moídos num moinho de cana-de-açúcar. Duas das vítimas foram identificadas através de testes de ADN extraídos a partir de vestígios de ossos e de sangue encontradas no rancho El Limón. Não existe qualquer pista sobre os outros três jovens, refere a AFP.

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As autoridades procuram seis membros do cartel acusados de serem os autores do crime, acrescentou Roberto Campa à estação de rádio Formula.

Este caso tem semelhanças com o desaparecimento de 43 estudantes de uma escola no estado de Guerrero (sul) em setembro de 2014, quando polícias municipais atacaram os jovens antes de os entregarem a um cartel de droga que os terá confundido com um gangue rival e os terá assassinado, segundo a versão oficial.

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