Cinco indivíduos, membros de uma alegada rede de tráfico de armas com dimensão internacional e ligada ao crime violento e organizado, foram detidos pela PJ, através da Unidade Local de Vila Real. O grupo é suspeito de ter fornecido uma metralhadora que em 2001 foi usada no homicídio do inspector da PJ, João Melo..A operação, que contou com a colaboração da Directoria do Porto, desenrolou-se nas zonas de Amarante, Vila Pouca Aguiar, Mirandela Vila Real e Fafe. Foram detidos um comerciante de 39 anos, um empresário de 63 , um agricultor de 45, um aposentado de 47 e um desempregado de 58 anos. Segundo o inspector-chefe da PJ de Vila Real, Casimiro Vieira, são suspeitos de envolvimento na posse, transformação e comercialização de armamento proibido. .Casimiro Vieira adiantou que o indivíduo mais velho, de 63 anos e residente em Amarante, era o cabecilha do grupo, estando "há muito relacionado com criminalidade violenta e organizada e que teria ligações ao estrangeiro, Suíça e Espanha, para obter armas, cujo transporte por via terrestre se processaria sem grandes entraves"..O inspector diz que pode ter sido este grupo a vender a arma que vitimou o agente da PJ, João Melo, no decorrer de uma investigação a um perigoso grupo de assaltantes em 2001 (ver caixa).Na operação a PJ colocou fora de circulação cerca de 30 armas, dos mais diversos calibres. .O armamento foi encontrado em Amarante e Vila Real em garagens, habitações e armazéns estando escondido em paredes falsas ou dissimuladas em gavetas de fundo falso. .Foram apreendidas durante a operação duas pistolas de calibre 9 mm, três revólveres .38, quatro revólveres .32, três pistolas de calibre 7,65 mm, um revólver .22, cinco pistolas semi-automáticas de calibre 6,35 mm, três pistolas semi-automáticas, transformadas, três armas de alarme, de gás transformáveis em armas de fogo, seis espingardas caçadeiras, duas carabinas de bala para caça grossa e um aerossol.