Piqueniques do outro mundo

As temperaturas amenas pedem programas ao ar livre como piqueniques, uma ideia arejada que fica ainda melhor com os adereços certos. Cesto, manta, champanhe gelado e uma sugestão para saborear iguarias na relva.
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Estávamos em 1932 quando a francesa Louis Vuitton lançou o saco Noé, um dos primeiros acessórios da marca a ser usado em piqueniques. Transportava em segurança quatro garrafas na vertical e uma quinta no meio ao contrário. De então para cá, sucederam-se os modelos. Um dos mais recentes, de inspiração vintage, combina o tradicional monograma da marca no exterior com o interior azul escuro com detalhes em pele.

Pensado para quatro pessoas, está carregado de pequenas gavetas e segredos onde se guardam pratos, talheres e copos. Chama-se Malle Pique-Nique (62 mil euros), tem 63 centrímetros de altura e um cadeado com segredo. Os acessórios dentro do acessório também merecem menção. A saber: termos Louis Vuitton personalizados, manta e guardanapos numa das bolsas, compartimentos em porcelana Limoges, pratos, copos, saleiro e pimenteiro da mesma manufatura e saca-rolhas.

Outra marca francesa, a Hermés, tem criado modelos a pensar em momentos passados ao ar livre. O cesto Park Passifolia (12300 euros), feito de vime e pele, pensado para quatro pessoas, contém copos de cristal, oito pratos e respetivos talheres. Pode ser encomendado online.

De Itália vem este cesto também em vime com assinatura da Alessi (412 euros), conhecida pelos seus objetos e instrumentos de cozinha desenhados com humor e funcionalidade.

Uma das características da versão Alessi para piqueniques são as correias em pele com botões dourados que mantêm os acessórios seguros dentro da mala: talheres, copos, pratos rasos e de sopa e, claro, guardanapos.

Numa versão nacional, e disponível na loja A Vida Portuguesa, está o clássico retangular de cana que só não traz recheio (36 euros).

Também de A Vida Portuguesa, e com selo nacional, vêm dois exemplos de mantas alentejanas que podem ser usadas em piqueniques. Ambas são da Fabricaal, que tem vindo reinterpretar as típicas mantas de Reguengos (e os seus padrões). Existem vários padrões e tamanhos. Dois exemplos:

- o tamanho médio, com 115 cm x 190 cm (470 euros)

- a versão a que chamaram Motard (90 cm x 150 cm) pensada para ser facilmente transportada (230 euros).

Com uma filosofia semelhante, isto é, fácil de levar de um lado para o outro, a manta da marca inglesa Coco & Wolf (180 euros) é feita à mão e foi pensada especialmente para piqueniques - é resistente à água (150 cm x 150 cm).

Nas histórias aos quadradinhos, os piqueniques acabavam sempre com invasões de formigas, um infortúnio que a tecnologia veio ajudar a resolver. Sim, a tecnologia também chega aqui - a pequenos frigoríficos que se carregam no carro (e também podem ser usados em casa). Entre as opções possíveis, está este Baseus Zero Space, que tanto refresca como aquece e está disponível na Amazon (140 euros).

Faltam, claro, as iguarias que fazem o piquenique. Para isso, há imaginação e, para quem quiser, há quem já tenha tudo preparado. É o caso do restaurante Eleven, em Lisboa, que funcionam diariamente de maio a setembro, com vista desde o Parque Eduardo VII até ao rio (reservas através do telefone 21 3862211 ou 11@restauranteleven.com). Da ementa fazem parte os pães do restaurante e pratos do chef Joachim Koerper preparados para serem saboreados na relva como madalenas de cenoura, gaspacho de tomate coração de boi e melancia, salada de polvo "niçoise", sanduíche de brioche caseiro de salmão marinado e queijo fresco ou "Vitello tonnato" (35 euros por pessoa, mínimo de duas pessoas).

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