Petraeus lamenta caso que levou à sua demissão da CIA

David Petraeus, que se demitiu do cargo de diretor da CIA devido a uma relação extraconjugal, "lamenta por muitas razões" este caso, disse um dos seus próximos, em declarações à agência AFP.
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"Ele lamenta [o caso] por muitas razões. Acho que ninguém consegue imaginar como a situação o afetou a ele, à sua família e, a um certo nível, ao país, porque ele ocupava um cargo que exigia uma dedicação total", afirmou Steve Boylan, amigo e antigo porta-voz de David Petraeus.

"Ele lamenta a sua falta de discernimento e a sua falta de disciplina, provavelmente mais do que se pudesse fazê-lo por palavras", acrescentou.

Steve Boylan, que falou com Petraeus durante o fim de semana, disse ainda que o antigo chefe militar dos EUA e a sua família estavam "devastados".

Este próximo do general reformado disse ainda que Petraeus informou a sua mulher, Holly, com quem está casado há 38 anos, antes de o caso ter sido divulgado.

"Dizer que ela está dececionada e furiosa é um eufemismo", destacou Steve Boylan.

O casal teve dois filhos, que já são adultos. O filho, Stephen Petraeus, dirige agora um regimento de infantaria no Afeganistão.

Boylan especificou que a relação entre Petraeus, de 60 anos, e a sua biógrafa, Paula Broadwell, de 40 anos, tinha começado dois meses depois da sua chegada à direção da CIA, em setembro de 2011, e que tinha acabado há quatro meses.

Petraeus comandou as tropas americanas no Iraque e no Afeganistão e Paula Broadwell tinha viajado várias vezes com ele, no Afeganistão, para redigir a sua biografia.

A confissão de infidelidade do diretor da CIA manchou a glória do mais popular dos generais norte-americanos e enterra as especulações sobre o seu futuro político, em que alguns já incluíam uma disputa da eleição presidencial, pelos republicanos.

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