Passos e Portas a duas vozes sobre meta do défice
Paulo Portas - que falava na abertura da reunião da comissão parlamentar de acompanhamento às medidas do Programa de Assistência Económica e Financeira (PAEF) - referiu-se às diferentes posições do Governo e da 'troika' para o défice para 2014. "O Governo continua a pensar que a meta de 4,5% [para o défice] é a mais adequada", defendeu o vice-primeiro ministro. A troika quer "4,0%", afirmou Portas.
A 250 quilómetros de distância, em Oliveira de Bairro, Passos Coelho foi menos assertivo. "Não há uma decisão tomada sobre essa matéria, o exercício da oitava avaliação vai decorrer a partir da próxima semana, primeiro a um nível mais técnico, depois com discussões mais aprofundadas que não deixarão de abordar o cenário macroeconómico", afirmou o primeiro-ministro, citado pela Lusa.
Passos entendeu explicar as palavras do seu 'vice': "O senhor vice-primeiro-ministro disse uma coisa que é conhecida: na sétima avaliação, que teve lugar, o Governo defendeu que a meta para o défice público em 2014 fosse 4,5%, ele acabou por ficar fixado em 4%, dado que, quer o Fundo Monetário Internacional quer a Comissão Europeia e o Banco Central Europeu, entenderam que a meta deveria ser mais exigente."
Mas o que Portas disse foi que o Governo mantém a intenção de negociar os 4,5% nas oitava e nona avaliações, que decorrem a partir de segunda-feira, dia 16. "O Governo português continua a pensar que a meta que defendeu é a mais adequada e desejável."

