Pais devem averiguar registo criminal dos educadores
Alexandra Simões, coordenadora da Linha SOS Criança Desaparecida, explicou à Lusa que esta é uma das recomendações da campanha de Verão do IAC, que visa essencialmente ajudar a prevenir situações de perigo.
"Há que estar atento a todos os perigos porque eles andam aí", alertou, adiantando que há que ter consciência de que existem no mundo pessoas mal-intencionadas e que podem abusar de crianças ou jovens.
A coordenadora da Linha SOS Criança recordou o caso recente de um advogado que abusou sexualmente de crianças no Colégio Militar e na colónia balnear "O Século", em Cascais, onde era monitor.
"É preciso estar muito atento e procurar saber o máximo de informações possíveis sobre quem toma conta das nossas crianças e jovens", disse.Alexandra Simões aconselha os pais a procurar informações sobre a forma como são seleccionadas estas pessoas, qual o seu percurso anterior e se lhes é pedido, por exemplo, o registo criminal.
Esta atitude por parte dos pais, adiantou, serve também para começar a chamar a atenção das entidades para a importância destas informações no recrutamento de todos os seus profissionais, desde cozinheiros a seguranças ou monitores.
E mesmo com todos estes cuidados, realça, não existem certezas absolutas e impõe-se uma atenção redobrada.
Em tempo de férias, o IAC dá ainda outros conselhos aos pais para prevenir o desaparecimento de crianças. Entre muitas dicas, sugere que os pais combinem antecipadamente com as suas crianças um local de encontro (uma árvore, uma estátua, um café, por exemplo) para o caso de se afastarem e se perderem.
Na conversa com a criança, os pais devem também estipular antecipadamente que, se ela não se lembrar do local combinado, é preferível ficar no mesmo lugar.
O instituto aconselha ainda que as crianças tenham forma de serem identificadas, com uma pulseira, um crachá ou uma t-shirt que contenham o nome dos pais (nunca o da criança), número de telemóvel e morada do sítio onde se encontram hospedados. No caso de deslocações ao estrangeiro, as famílias devem colocar essa informação em inglês ou na língua local.
O IAC desaconselha que se deixe andar a criança nua em espaços públicos (praia, piscina, parque de campismo, estância de férias) por considerar que não só fica exposta a olhares indiscretos/voyeuristas, como também, se se perder, torna-se mais difícil a identificação e reconhecimento.
Se a criança se perder num espaço fechado (supermercado, centro comercial, centro de exposições, museu) os pais devem procurar imediatamente um segurança e pedir-lhe para mandar encerrar/controlar as portas do espaço, comunicando o sucedido através do sistema de som (para despertar a atenção de todos e desmotivar a intenção de um possível agressor).
Os pais devem ainda ensinar a criança a gritar e a resistir se um desconhecido a tentar agarrar ou seduzir com guloseimas, dinheiro ou outras ofertas, assim como a procurar ajuda junto de um segurança ou outra autoridade se se perder.
Já em caso de desaparecimento, o IAC aconselha a que se inicie imediatamente a procura da criança - pedindo ajuda a familiares, amigos e vizinhos e mostrando uma descrição aos transeuntes - e se contacte rapidamente as forças de segurança (PSP ou GNR) e em seguida a linha telefónica SOS Criança Desaparecida (116000).

