"Apresentador de televisão, animador de rádio ou empresário? Um pouco de tudo. Fui educado profissionalmente para ser polivalente, para não desperdiçar oportunidades e para aceitar desafios. E, neste sentido, a minha vida tem sido um desafio." É desta forma que Pedro Miguel Ramos se define, em entrevista ao DN, no momento em que prepara o regresso à televisão, concretamente à RTP1, na apresentação do novo programa Noites de Verão(ver texto pág.39)..Reforçando que tudo na sua vida foi "conseguido à custa de muito esforço e nada foi dado de mão beijada", Pedro Miguel Ramos invoca a sua longa experiência como apresentador de televisão. "Tenho centenas e centenas de horas em directo, sem rede, sem teleponto escrito e em programas com grande desgaste". E continua "Claro que tenho uma escola fantástica, porque comecei com grandes profissionais de televisão como José Alberto de Carvalho ou Rodrigo Guedes de Carvalho durante dois anos na secção de Sociedade da SIC." Mas os seus primeiros passos na comunicação foram dados numa rádio local e pirata, a Onda Livre, na Amadora, de onde saltou para a Rádio Onda Mais, mais tarde Rádio Energia, seguindo-se a TSF, onde trabalhou com Sena Santos ou David Borges. .A moda, porém, foi a primeira paixão de Pedro Miguel Ramos, aquela que o ajuda agora a trabalhar na marca Amo-te. "Enveredei por um curso de estilismo industrial de que abdiquei", diz. Ainda assim, uma formação que o levou a ser responsável, durante 10 anos, pelo concurso Novos Talentos, onde nasceram muitos jovens criadores. "Mais tarde achei que deveria tentar a outra paixão, a comunicação, e então pus de lado o estilismo", conta o apresentador. ."Agora sou também empresário", define-se. "Porém, apenas há cerca de três anos e meio. Estou, como costumo dizer, ainda na Universidade. Tenho muito para aprender, quer na área da comunicação ligada à televisão, como apresentador, quer na área empresarial", explica o empresário, acrescentando que fez "um link da televisão para a área empresarial". .É a fusão das duas áreas? "Eu já entrei nessa fase, embora muito poucas pessoas tenham detectado", responde Pedro Miguel Ramos, referindo-se aos seus parceiros, que são investidores da marca Amo-te, e também aos media e aos clientes mais atentos. No entanto, em jeito de balanço, o apresentador diz "Estes 10 anos foram para mim suficientes para me vacinar e perceber o meio ingrato em que estou, tal como existe em outras áreas. Partilho o discurso de um ex-director de informação e programação de um conhecido canal de televisão, que dizia que era capaz de vender um Presidente da República". ."Com estes 10 anos já vi muita coisa, grandes projecto nascerem e morrerem num minuto, portanto é bom ter esta consciência, porque há três anos e meio decidi arriscar, criar a minha própria marca e criar o meu próprio mundo", diz. ."É dentro deste universo que criei que estou a realizar-me. Hoje, sendo um profissional de rádio, faço o meu próprio programa na estação que eu quero e com a qual fiz um protocolo e montei uma rede nacional. Ainda dentro do meu mundo, sou director de uma revista, a Amo-te Mag, tal como vou ter, brevemente, um programa num canal temático de televisão".. Relativamente ao ano e meio que esteve ausente dos ecrãs, Pedro Miguel Ramos diz ter-se recusado a assumir uma morte lenta. Em vez disso, trabalhou na sua marca, onde usou todo o seu know-how enquanto comunicador. "Para muitas pessoas o auge da comunicação é a televisão, para mim esta é uma passagem na aprendizagem do processo de comunicador. Se lhe disser que aprendi mais em 2004, a servir às mesas e atrás do balcão, do que em 2003, enquanto estive a fazer o Big Brother não estou a mentir".