Num hospital de animais selvagens

Criados para tratar animais feridos, os centros de recuperação não têm mãos a medir para as espécies que dão entrada nas enfermarias, atropeladas, envenenadas, vítimas de colisão, captura e maus-tratos. Estivemos no de Castelo Branco, que em dez anos recebeu mais de mil aves e mamíferos, sessenta por cento dos quais recuperados e largados à natureza. Hospitais como este ajudam a preservar as espécies protegidas, já que muitas, de tão debilitadas, acabariam por morrer.
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Chico foi abandonado em Espanha e desde que foi resgatado passa os dias a dormitar à entrada do Centro de Recuperação de Animais Selvagens de Castelo Branco (CERAS). Não reage à passagem dos jornalistas, apenas levanta um pouco a cabeça, num gesto preguiçoso, e de novo cola o focinho ao chão. Samuel Infante, o anfitrião deste centro, passa-lhe uma mão no pêlo e o pastor catalão deixa-se ficar, adormecido, ao sol. Chico vivia na rua mas não é selvagem, corria perigo de vida mas não é de uma espécie em vias de extinção, como muitos dos animais «internados» no CERAS - alguns permanecem aqui um ano, outros são largados mais cedo, depende da gravidade dos ferimentos e do tempo de recuperação. Há os que chegam num estado já tão debilitado que acabam por morrer.

Todos os anos aumenta o número de animais selvagens que dão entrada neste hospital. Há dez anos, quando o centro abriu, eram trinta, agora não são menos de duzentos por ano. Lesionados, atropelados, envenenados, com doenças, o estado clínico dos animais que para aqui são trazidos pela população e pelas brigadas do ambiente da GNR tem quase sempre a mesma causa - a intervenção humana, nuns casos de propósito, noutros sem querer. O que aconteceu com o bufo-real encontrado por António Marques Mendes na berma da recta de Mação terá sido uma colisão com um poste de electricidade, ao que parece um «tipo de acidente que acontece com frequência às aves por estes lados». O achado foi há oito meses. «Ia na recta de Mação a uma velocidade segura, que eu cá não tenho pé pesado, quando vejo ao longe uma coisa que se mexia na berma da estrada. Ao primeiro olhar não percebi logo que era uma ave, mas abrandei. Ainda bem que andava devagar, senão não o tinha visto. Agarrei no bicho e levei-o a uma autoridade, ao posto da GNR de Abrantes, que eles deviam saber o que fazer.»

As pessoas até podem não saber que existem centros de recuperação de animais selvagens, mas são cada vez mais as que têm noção do procedimento a seguir quando encontram um animal ferido, sobretudo desde que foi criado o Serviço de Protecção da Natureza e do Ambiente (SEPNA), da GNR, que tem disponível para denúncias de crimes ambientais e questões de ordenamento do território a linha telefónica SOS Ambiente e Território, a funcionar durante 24 horas por dia [ver caixa]. António Mendes não sabia da existência do CERAS, sabia «que há qualquer coisa protectora dos animais» e por isso não teve dúvidas do que tinha de fazer quando encontrou o bufo-real com uma asa partida. Diz que entregou o mocho ao posto da GNR por se tratar de uma raridade, que se fosse outra «mais vulgar» a levaria para casa, trataria dela para depois a soltar. O que, garante, é coisa que faz com alguma frequência, sobretudo com pegas-reais. A situação do bufo-real exigia cuidados de profissional, não fosse uma ave protegida e em regressão, com uma classificação de «quase ameaçado» no Livro Vermelho dos Vertebrados de Portugal. «Tinha a asa partida o pobre do bicho. Pela minha ideia, deve ter chocado com o poste de alta tensão - as autoridades na altura suspeitaram de que o bufo-real, antes da colisão, teria sido vítima de cativeiro ilegal e conseguiu fugir. Continua António: «Foi o que mais gosto me deu ajudar, porque não é todos os dias que a gente vê um voador daquele tamanho. Era grande, era uma coisa em condições.» O bufo-real é a maior das aves de rapina nocturnas, com setenta centímetros de tamanho, mas devido à perseguição do homem, que sempre a considerou «destruidora da caça» e por isso a perseguiu a tiro e com iscos envenenados durante séculos, refugia-se nas zonas mais remotas: na serra de Arga, na zona de Castro Laboreiro, no Douro Internacional, nas serras de Aire e Candeeiros, na serra da Freita, no Tejo Internacional, na serra de Montejunto, na serra de São Mamede... em poucos mais locais em Portugal se encontra este mocho gigante.

O bufo-real que António encontrou já está curado e em breve estará pronto a ser largado. Há muito que saiu da enfermaria e da sala de quarentena, onde foi colocado para despiste de doenças. Encontramo-lo no «túnel de voo», um recinto de cinquenta por trinta centímetros, mais coisa menos coisa, vedado com uma rede. Antes de ser libertado, vai ser anilhado ou marcado com um emissor «para podermos acompanhar a sua adaptação ao meio», explica Samuel Infante, da Quercus, a associação responsável pelo CERAS. Amanhã serão largados um abutre resgatado pelo SEPNA no Fundão e uma águia-calçada, encontrada em Proença-a-Nova por Manuel Silva. Conta Manuel: «Eu e a minha mulher íamos no carro, pelo IC8, quando vimos a águia no meio da estrada, sujeita a ser atropelada. Estava muito ferida, tinha uma pata e uma asa meio de lado, não conseguia voar. Apanhei-a e levei-a ao Centro de Ciência Viva de Proença-a-Nova, lá acho que a entregaram à GNR.» Manuel acha e acha bem, a equipa do SEPNA da GNR levou-a depois ao CERAS de Castelo Branco.

Neste momento, estão em recuperação no CERAS apenas aves, embora algumas espécies de mamíferos aqui entrem também em grande número, sobretudo vítimas de atropelamento e de envenenamento. Os envenenamentos, suspeita-se, estão relacionados com a tentativa de controlo dos predadores, em especial cães selvagens que atacam os rebanhos. O que para Samuel Infante não é uma medida que deveria ser sequer equacionada quanto mais implementada. Ainda menos havendo indemnizações do Estado pelas mortes de gado provocadas por ataques de animais selvagens. «Percebo que os pastores e outros criadores de gado não simpatizem com esses cães, mas envenená-los não é uma solução desejável, porque o veneno coloca em risco espécies protegidas. Não faltam exemplos disso.» É que não faltam mesmo: «Por cada raposa envenenada e que morre», diz o ambientalista, «sete outras espécies acabam por morrer também por envenenamento, sendo as necrófagas como os grifos e os abutres as mais afectadas.»

O uso ilegal de venenos é um problema grave em determinadas zonas rurais do país. Tão grave que houve necessidade de definir uma estratégia nacional para o combater, a que se chamou PAP, Programa Antídoto - Portugal, coordenado a partir do núcleo da Quercus de Castelo Branco. Este programa junta representantes dos agricultores, ambientalistas, caçadores, veterinários e outros cidadãos, para combater a morte indiscriminada de animais selvagens, embora o programa abranja também as espécies domésticas. Uma das medidas iniciais do programa, em vigor desde 2004, foi fazer uma análise retrospectiva do problema de envenenamento de animais. Os dados recolhidos permitiram identificar as zonas mais críticas: os distritos de Castelo Branco, Portalegre, Bragança, Vila Real, Viana do Castelo, que em conjunto somam «mais de oitenta por cento das situações registadas pelo Programa Antídoto», conforme se lê na página online do PAP (http://www.antidoto-portugal.org). No Alentejo, os maiores «inimigos» dos pastores são os cães selvagens, no Norte são os lobos.

Embora todos os casos de envenenamento sejam um problema, uns são mais graves, não só pelas espécies afectadas como pelo tipo de veneno utilizado - a estricnina, por exemplo, é um veneno altamente tóxico cuja posse ou venda é proibida em Portugal, no entanto foi responsável pela morte por envenenamento de grande parte dos animais encontrados nos últimos dez anos, mais de quinhentos. Dos casos de envenenamento conhecidos até agora, o mais impressionante e macabro ocorreu em Idanha-a-Nova, em 2003: colocaram veneno em cadáveres de ovelhas para atrair cães assilvestrados que estariam a atacar os rebanhos na região. Só que o isco não foi ingerido só pelo alvo a abater; várias aves necrófagas se alimentaram da carne envenenada, o que resultou na morte de 33 grifos.

Aves mais raras do que o bufo-real já foram tratadas no CERAS de Castelo Branco, cegonhas-pretas e águias-de-bonelli, por exemplo. Para Samuel Infante, estes centros de recuperação «são fundamentais para a preservação das espécies protegidas» na medida em que são também «uma ferramenta muito útil para obter informação sempre actualizada dos factores de ameaça». «É lamentável» que o governo tenha retirado o apoio financeiro a estes espaços. «Quando o centro começou a funcionar recebíamos anualmente 12 mil euros, mediante um protocolo que assinámos com o ICNB [Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade]. Alegando a necessidade de aplicar medidas de contenção financeira e a promessa de reforçar a capacidade dos três centros de recuperação de animais selvagens do ICNB, os apoios foram suspensos.» Para Samuel Infante, o governo cometeu um erro ao retirar este apoio, porque os espaços que estão sob a tutela do ICNB, apenas três em todo o país (no Gerês, na serra da Estrela e em Olhão, este entretanto encerrado para obras), «não conseguem dar resposta» ao número de animais selvagens debilitados e feridos que precisam de ser acolhidos e tratados. Como o CERAS, outros hospitais de animais foram lesados pela suspensão do financiamento estatal. Em todo o país, além dos centros do ICNB, os únicos actualmente a receber a ajuda directa do Estado, existem três da Quercus (em Castelo Branco, em Montejunto e na lagoa de Santo André), alguns de gestão municipal, como o de Monsanto, em Lisboa, e o Parque Biológico de Gaia, que apesar de não ser um centro de recuperação recebe muitos animais selvagens para tratamento. Em Évora, o centro da Liga de Protecção da Natureza encerrou por falta de financiamento.

O que permite ao CERAS continuar de portas abertas é a boa vontade de voluntários, oito permanentes e vinte esporádicos, e da Escola Superior Agrária de Castelo Branco, que além de «ceder as instalações suporta os custos de electricidade, água e telefone e de uma parte dos medicamentos». Um apoio imprescindível, entretanto reforçado com o Apadrinhamento de Animais Selvagens, uma campanha lançada recentemente pela Quercus e que abrange os seus três centros de recuperação, onde neste momento esperam padrinhos e madrinhas mochos-galegos, corujas-do-mato, corujas-das-torres, cegonhas-brancas, peneireiros-comuns, um abutre-do-egipto, um açor, uma raposa, águias-de-asa-redonda, peneireiros-das-torres, cágados-mediterrânicos e, claro, um bufo-real, o que foi resgatado por António. «É mais uma forma de conseguirmos financiar a actividade dos centros de recuperação.» Padrinhos para já não há muitos, que a campanha começou há pouco, mas as expectativas são «optimistas». A ficha de apadrinhamento está disponível online no site www.quercus.pt, bem como a tabela de donativos, com valores variáveis consoante as classes (1 a 4) a que pertencem os animais. Na classe 1 estão os de tamanho pequeno, por exemplo mochos e corujas, andorinhões, gralhas, andorinhas, ouriços e morcegos, e quem os quer apadrinhar deverá entregar um donativo de 25 euros; na classe 2 estão os de porte médio, como águias-calçadas, milhafres, tartaranhões, lontras e texugos (40 euros); na classe 3 cabem os grandes, por exemplo a águia-cobreira, o bufo-real, a garça-real, a cegonha-branca e o corço (60 euros); por último, na classe 4 encontram-se os animais «altamente ameaçados», como a águia-real, a cegonha-preta, a garça-imperial, o abutre-negro e o gato-bravo (100 euros).

Em dez anos de funcionamento, o CERAS recebeu mais de 1100 animais de 110 espécies diferentes, com uma taxa média de recuperação de 49 por cento. Quando chegam a este hospital, são encaminhados para a enfermaria, onde o veterinário faz a avaliação do estado clínico e procede aos tratamentos. A sala está dotada de diversos equipamentos e materiais de apoio. Os que necessitam de isolamento ou de restrição de movimentos, para tratamento ou observação, seguem para a sala de quarentena, que dispõe de aquecimento e controlo de luminosidade, onde são colocados em caixas individuais. Nesta sala luta-se pela vida, numa sala ao lado, no biotério, força-se a morte. Dezenas de ratinhos em gaiolas nascem e criam-se aqui para alimentar as aves selvagens. Samuel Infante encolhe os ombros, não por desvalorizar a vida dos roedores mas, ri, «porque os mochos e os abutres e as águias não são lá muito fãs de alface». Seguindo a máxima «todos somos o que comemos», que é como quem diz, as aves são o que comem, na boca dos ratos não entra qualquer coisa. «Damos-lhes ração para cães, muito equilibradas do ponto de vista nutricional.» Os biotérios de animais destinados a alimentar outros animais são mais tolerados e não levantam tanta polémica como os biotérios que «fabricam» animais para experiências científicas. Pelo menos, não se tem memória de manifestações populares contra aqueles, ao contrário do que aconteceu por exemplo com o biotério da Azambuja, considerado um dos maiores centros da Europa de criação de animais ao serviço da investigação científica, contra o qual se têm manifestado várias organizações ambientalistas.

No espaço exterior, o CERAS tem quatro câmaras de recuperação, em cimento, destinadas a animais que não necessitam de aquecimento nem de tratamentos continuados e que já se alimentam sozinhos; por vezes também são utilizados como quarentena para animais de grande porte, como os grifos. Também dispõe de quatro câmaras de muda, de média dimensão, revestidas a rede, para animais que não estejam imobilizados, que não necessitem de tratamentos e que se alimentem autonomamente, permitindo-lhes uma maior estimulação do que as câmaras de recuperação e, em alguns casos, iniciar o treino do voo. Tem ainda quatro túneis de voo, de grande dimensão, revestidos a rede, para acolher os animais em fase final de recuperação - estes recintos permitem-lhes exercitar o voo e a caça em condições semelhantes às que encontram na natureza. «Soltamos os ratos vivos dentro do túnel de voo e a ave caça-os, tal como faria no seu habitat natural», explica Samuel. A possibilidade de fornecer alimento vivo é muito importante na fase de pré-libertação, pois «permite avaliar a capacidade de caça dos animais e, ao fornecer uma alimentação mais parecida com a existente na natureza, melhora-se simultaneamente as hipóteses de sobrevivência dos indivíduos».

Aqui o silêncio é de ouro. O mínimo ruído é evitado para não perturbar os animais, susceptíveis, tal como as pessoas, de serem consumidos pelo stress. Nesse estado está o açor, depois de ter sofrido uma colisão. «Não gosta de confusão, quando ouve barulho fica agitado, stressado. É por isso que tentamos reduzir o mais possível o nosso contacto com os animais. Aproximamo-nos deles só quando é estritamente necessário, para lhes dar comida e água.»

Além da recuperação de animais selvagens debilitados, desenvolvem-se no Centro de Recuperação de Animais Selvagens de Castelo Branco outras actividades, como acções de formação e estudos nas áreas de biologia e veterinária. As iniciativas de educação ambiental são uma valência importante, embora tenham de estar condicionadas aos dias em que se devolvem os animais à natureza. As crianças de Castelo Branco costumam participar, entusiasmadas, na largada. Uma oportunidade para aprenderem cedo a tratar bem dos animais. Quando um animal é largado, é dia de festa no CERAS.

O que fazer se encontrar um animal ferido?

> Recolha-o com cuidado e coloque-lhe uma toalha na cabeça para que fique mais tranquilo.

> Ligue para o 808200520, a linha SOS Ambiente e Território do SEPNA, Serviço de Protecção da Natureza e do Ambiente da GNR. Em alternativa, pode telefonar para o número central do SEPNA, 213217000, a partir do qual se tem acesso aos contactos da equipa do SEPNA da GNR mais próxima da área em que foi encontrado um animal em perigo, à qual caberá a deslocação ao local. Existem equipas do SEPNA em diversos destacamentos da GNR em todo o país. Também pode contactar a esquadra da PSP mais próxima.

> Enquanto as equipas de resgate não chegam, mantenha o animal numa caixa de cartão perfurada, num lugar tranquilo, escuro e com temperatura amena. Evite que o animal tenha contacto com pessoas e não lhe dê alimento nem medicação.

Associações de protecção dos animais

> A Casota - Guarda

acasota@gmail.com

> A Cerca, Abrigo dos Animais Abandonados - Póvoa de Varzim

www.a-cerca.org

E-mail: cerca.adoptar@gmail.com; cerca.abrigo@gmail.com

Tel.: 960392452

> A Selva dos Animais Domésticos, Associação Protectora dos Animais de Caminha

www.selvadosanimais.com

E-mail: geral@selvadosanimais.com

>ABRA - Braga

www.abra.org.pt

> AEZA, Associação Ecologista e Zoófila de Aljezur

www.aeza.org

> ALAAR, Associação Liminiana dos Amigos dos Animais de Rua

www.alaar.com/

> Amigos dos Animais Abandonados da Moita

http://aaaamoita.com.sapo.pt/

E-mail: animaisdamoita@sapo.pt

Tel.: 934854724

> Amigos dos Animais de Águeda

http://animaisagueda.googlepages.com

Tel.: 917873164

> Associação dos Amigos dos Animais de Águeda

E-mail: animaisagueda@gmail.com

> Amigos dos Animais de Chaves (AAAC)

http://aaac.wordpress.com/

> Amigos dos Animais de Espinho

http://bobby.planetaclix.pt/

Tel.: 914441095

>Amigos dos Animais de Santa Maria da Feira

www.aanifeira.pt/

E-mail: aanifeira@aanifeira.pt

> Animal

E-mail: info@animal.org.pt

Tel.: 962358183

> Animais Barcelos

www.animaisbarcelos.blogspot.com/

E-mail: animais.barcelos@gmail.com

> Animais de Portimão

E-mail: animaisdeportimao@gmail.com

> Animais de Rua

www.animaisderua.org

E-mail: geral@animaisderua.org

> APAAE - Castelo Branco (primeiro santuário português para cães abandonados)

www.apaae.pt/

> ASAAST - Santo Tirso

www.asaastirso.blogspot.com/

Tel.: 919478465

> ASPA, Associação Scalabitana de Protecção Animal - Santarém

http://aspa-santarem.blogspot.com

E-mail: aspa-santarem@iol.pt

Tel.: 917614210

> Associação de Pombal

Tel.: 917821491

> APAAE, Associação de Protecção e Apoio ao Animal Errante - Castelo Branco Tel.: 969736015 (segunda a sábado, das 12h30 às 18h30)

> APA, Associação para a Protecção dos Animais de Torres Vedras

http://apa-tvedras.blogspot.com/

E-mail: apatvedras@gmail.com

> APAMG, Associação Protectora dos Animais da Marinha Grande

www.apamg.org

E-mail: apamg.geral@gmail.com

> Associação Protectora dos Animais Domésticos de Ovar

www.apado.web.pt/

> AUAUA, Associação Um Animal, Um Amigo

www.salvemoscaesabandonados.blogspot.com

> Bianca - Sesimbra

www.bianca.pt/

E-mail: sesimbra.bianca@gmail.com

> Bichanos do Porto

http://bichanosdoporto.blogspot.com/

Tel.: 933516000.

> Canil de Ponte Lima

Tel.: 961578031

> Cantinho do Tareco

http://cantinhodotareco.blogspot.com/

Tel.: 938160282

> Cantinho dos Animais de Évora (e Beja)

http://cantinhodosanimais.blogspot.com/

E-mail: cantinhodosanimais@gmail.com

Tel.: 964648989 / 90

> Crapaa - Caldas da Rainha

http://crapaa.blogspot.com/

> Focinhos & Bigodes

http://focinhosebigodes.blogs.sapo.pt/

E-mail: focinhosebigodes@gmail.com

> Iniciativa Pro Animal - Espinho

E-mail: iniciativaproanimal@sapo.pt

> Liga Portuguesa dos Direitos do Animal - Famalicão

www.lpda.pt

Tel.: 252310361

> MIDAS

www.associacaomidas.com

E-mail: midas@associacaomidas.com

> Patas Errantes

www.patas.errantes.org/

E-mail: info@errantes.org

> Pata Vermelha (recolhe medicamentos também por todo o país para os distribuir por associações e particulares que tenham acolhido animais feridos)

www.patavermelha.com

E-mail: ajuda.patavermelha@gmail.com

> Pelos Animais

www.pelosanimais.org.pt

E-mail: geral@pelosanimais.org.pt

> Projecto Animais de Barcelos

www.animaisbarcelos.blogspot.com

Tel.: 911970102

> Projecto de Ajuda Alimentar Animal (recolhe alimentação em diversos pontos do país para distribuir por associações)

http://ajudaalimentaranimal.blogspot.com

> Projecto JAVA - Lourinhã

www.projectojava.org/

E-mail: mail@projectojava.org

> Refúgio das Patinhas

www.refugiodaspatinhas.org

E-mail: geral@refugiodaspatinhas.org

> Sobreviver - Setúbal

http://sobreviver.blogspot.com/

E-mail: sobreviver_setubal@yahoo.com

> SOS Animais de Moura

www.sosdosanimaisdemoura.com/

> SOS Animal

www.sosanimal.com

E-mail: sosanimal@sosanimal.com

> Um Animal, Um Amigo - Trofa

Tel.: 913337675

> UPPA, União para a Protecção dos Animais - Estoril

www.uppa.pt/

E-mail: uppa2007@gmail.com

Tel.: 933719225

> VivAnimal

www.vivanimal.com

E-mail: vivanimal@gmail.com

Fonte: sic.sapo.pt

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