"Esse processo criminal, na comarca de Ponta Delgada, foi arquivado por não se terem encontrado quaisquer indícios da pratica desses crimes", confirmou hoje à Agência Lusa o advogado de Soares Franco, Rogério Alves, também presidente da Mesa da Assembleia Geral do Sporting, adiantando ter recebido hoje o despacho de arquivamento..Contudo, sobre os mesmos factos está ainda pendente, em Cascais, uma acção cível de prestação de contas..Em causa está uma divergência entre as partes sobre o valor pelo qual o líder dos "leões" vendeu o referido terreno, nos Açores. Soares Franco alega que a operação se saldou por 150 mil contos (750 mil euros), enquanto a antiga companheira defendia que o negócio ascendeu a 300 mil contos (1,5 milhões de euros).."A minha reacção é nula porque sempre disse que são coisas pessoais e que, portanto, devem permanecer nessa esfera. De maneira nenhuma. Quando me candidatei à presidência, este processo já existia, logo não faz sentido falar sobre isso", disse à Lusa Soares Franco, rejeitando que a decisão do MP altere a sua intenção de não se recandidatar nas eleições de Junho..Soares Franco anunciou a renúncia ao acto eleitoral em 08 de Janeiro, invocando responsabilidades "empresariais e sociais" como empresário, face à crise económica mundial, adiantando que só continuaria com um "projecto inovador, para um ciclo de modernização e inovação"..HPG..Lusa/Fim.