Moscovo e Kiev trocam mais 110 prisioneiros de guerra de cada lado

A Ucrânia recebeu "essencialmente mulheres," de acordo com o líder separatista pró-Rússia da região de Donetsk, Denís Pushilin.
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A Rússia e a Ucrânia vão proceder à troca de 220 prisioneiros de guerra - 110 de cada lado -, anunciaram esta segunda-feira as autoridades russas da região anexada de Donetsk.

"A troca teve por base a fórmula 110 por 110", informou o líder separatista pró-Rússia da região de Donetsk, Denís Pushilin.

De acordo com o relato feito por Pushilin na rede social Telegram, as autoridades da região anexada entregaram à Ucrânia "essencialmente mulheres".

O número de prisioneiros libertados inclui 80 marinheiros mercantes, que tinham sido feitos reféns, além de 30 soldados das repúblicas de Donetsk e de Lugansk.

A troca de prisioneiros anterior tinha ocorrido na quinta-feira passada, quando as partes libertaram 20 soldados de cada lado.

A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas - mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,5 milhões para os países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

A invasão russa - justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de "desnazificar" e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia - foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.

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