Morte de rapaz de nove anos choca Espanha. Suspeito é reincidente

O detido, de 54 anos, passou metade da sua vida na prisão, tendo sido condenado por duas vezes por abusos sexuais e assassinato. Tinha saído em liberdade condicional em abril de 2020.
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A Guardia Civil espanhola deteve na sexta-feira um homem de 54 anos por suspeita da morte de um rapaz de nove anos. Este terá sido atraído sob falsos pretextos, quando brincava num parque, tendo sido encontrado à porta do edifício onde o suspeito vivia, em Lardero, na região de La Rioja.

O crime está a chocar Espanha, já que o suspeito, Francisco Javier Almeida já tinha cumprido penas de prisão por abusos sexuais e homicídio. Estava em liberdade desde abril de 2020.

O alarme para o desaparecimento do rapaz, que estaria a brincar num parque com outras crianças, foi dado através de uma chamada telefónica para o número de emergência às 20.25 de quinta-feira.

Um carro da patrulha da polícia viria a descobrir o rapaz em estado grave junto com o suspeito, à porta do edifício onde este vivia. Uma ambulância foi chamada ao local, mas o rapaz acabaria por morrer.

De acordo com a imprensa espanhola, o menor foi encontrado com sinais de que teria sido asfixiado, sendo contudo necessário uma autópsia para confirmar a causa da morte.

Quando a polícia quis levar o suspeito do edifício, houve um momento de tensão, com cerca de 200 pessoas a exigir aos agentes que os deixassem entrar para "linchar" o homem. Os vizinhos dizem que já tinham alertado as autoridades depois de o suspeito ter tentado levar outras crianças da área.

Francisco Javier foi condenado a 30 anos de prisão (mas o tempo máximo previsto pela lei é de 25 anos) pela morte de uma agente imobiliária em Logroño, em agosto de 1998, durante a visita a uma casa que estava à venda. Com a desculpa de querer comprar o imóvel, atraiu a vítima, que violou e esfaqueou 16 vezes (uma delas no coração). Cumpriu apenas 22 anos e meio da sentença, tendo saído em liberdade condicional em abril de 2020. Desde 2013, já teria beneficiado de 39 autorizações de saída, sendo o seu comportamento sido considerado "exemplar".

Antes, já tinha estado outros três anos e meio na prisão, depois de ter sido condenado em 1997 a sete anos de prisão por abusar de uma menor. Ficou em liberdade apenas 15 meses.

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