Morata, uma venda histórica num clube mais habituado a gastar

Clube de Florentino Pérez encaixou 80 milhões com a ida do avançado para o Chelsea e até pode ter lucro nesta temporada
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O Real Madrid habituou o mundo do futebol a ser um dos clubes mais gastadores do mundo, sobretudo na era Florentino Pérez, com a moda dos galácticos. Mas agora é notícia porque protagonizou a maior venda da sua história e de um jogador de nacionalidade espanhola, com a transferência de Álvaro Morata, 24 anos, para o Chelsea, a troco de 80 milhões de euros (mais cinco milhões em variáveis).
Em toda a história do Real Madrid só por uma vez (duas se contabilizarmos já Morata) o clube tinha realizado uma venda acima dos 50 milhões de euros: com o negócio do argentino Ángel Di María, em 2014, para o Manchester United por 75 milhões. Todas as outras maiores transferências foram muito abaixo desse valor. O alemão Mesut Özil foi para o Arsenal em 2013 por 50 milhões; o brasileiro Robinho rumou ao Manchester City por 43 e o argentino Higuaín fecha o top 5 quando também em 2013 assinou pelo Nápoles e rendeu 39 milhões aos merengues.
A transferência de Álvaro Morata assinala também um recorde para a Espanha, pois o jogador formado na cantera do Real tornou-se o espanhol mais caro de sempre, superando os 58,8 milhões de euros que o Chelsea pagou ao Liverpool, em 2011, pelo avançado Fernando Torres. El Niño é agora o segundo espanhol mais caro de sempre, seguido de Gaiska Mendieta, que em 2001 custou 48 milhões quando trocou o Valência pela Lázio.
Morata era um desejo de José Mourinho, mas acabou por assinar pelo rival Chelsea depois de os clubes não terem chegado a acordo e o Manchester United ter-se virado para Romelu Lukaku. O espanhol optou por deixar o Real Madrid, pois tem como objetivo poder jogar com mais regularidade para estar presente no Mundial 2018 e ser primeira opção para o selecionador Julen Lopetegui. Na época passada, "tapado" por Benzema, foi apenas o 17.º jogador mais utilizado por Zinedine Zidane, jogando um total de 1872 minutos (60 jogos, mas apenas 14 como titular) e marcando 20 golos (mesmo assim foi o segundo melhor marcador da equipa, logo atrás de Cristiano Ronaldo).
Caso o Real Madrid não vá ao mercado por um galáctico - fala-se com insistência no jovem Kylian Mbappé, do Mónaco, que até pode bater o recorde mundial de transferências -, esta será uma das temporadas de maior lucro para o clube de Cristiano Ronaldo, que até ao momento já fez 107 milhões em vendas (contando com os dez milhões do empréstimo de James Rodríguez ao Bayern Munique) e gastou 47 em dois reforços (Theo Hernández, 30 milhões, e Dani Ceballos, 17).
De resto, Florentino Pérez é conhecido por ser o presidente mais esbanjador da história do Real Madrid (teve duas passagens pelo clube, entre 2000 e 2006 e desde 2009 até ao presente), tendo já ultrapassado os 1300 milhões de euros em contratações, de onde se destacam oito galácticos: Gareth Bale (101 milhões), Cristiano Ronaldo (94), James Rodríguez (75), Zinedine Zidane (73,5), Kaká (65), Luís Figo (60), Ronaldo (45) e David Beckham (37,5).

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