Mísseis entregues por França à Ucrânia são capazes de atingir alvos na Rússia

O Presidente francês, Emmanuel Macron, anunciou no primeiro dia da cimeira da NATO, a entrega de mísseis SCALP à Ucrânia, numa decisão criticada pelo Kremlin, que ameaçou tomar "contra medidas".
Publicado a
Atualizado a

Os mísseis de cruzeiro entregues pela França à Ucrânia são equivalentes aos já fornecidos pelo Reino Unido e aumentam a capacidade de Kiev atingir alvos dentro da Rússia.

Estes mísseis de cruzeiro - desenvolvidos em conjunto por França como SCALP e pelo Reino Unido como Storm Shadow - podem ser lançados de um avião de caça e Londres já tinha anunciado o seu envio para a Ucrânia, para ajudar Kiev a resistir à invasão russa.

O Presidente francês, Emmanuel Macron, anunciou esta terça-feira, no primeiro dia da cimeira da NATO, que a França iria entregar à Ucrânia mísseis SCALP, numa decisão criticada pelo Kremlin, que ameaçou tomar "contra medidas".

Esta terça-feira, uma fonte militar francesa garantiu que os Scalp já estavam na Ucrânia, para que Kiev possa tirar proveito do seu alcance de mais de 250 quilómetros, o que lhe dá acesso às áreas a leste controladas pelas forças russas.

"É essencial que as forças ucranianas interrompam a logística e o comando e controlo russo", explicou Ivan Klyszcz, investigador do Centro Internacional de Defesa e Segurança (ICDS), na Estónia, para explicar a relevância destas armas.

Há vários meses que Kiev pedia este tipo de armas, procurando romper a resistência dos países ocidentais em fornecer armas com poder de atraque.

Com esses mísseis, o quartel-general da marinha russa no Mar Negro, localizado em Sevastopol, na Crimeia, fica agora ao alcance do fogo dos ucranianos, assim como várias cidades russas próximas à fronteira.

Londres insiste que estes mísseis devem "permitir à Ucrânia repelir as forças russas baseadas no território soberano da Ucrânia", nas palavras do ministro da Defesa britânico, Ben Wallace.

Quando, recentemente, mencionou o envio destes mísseis, o Presidente francês, Emmanuel Macron, disse que eles serão entregues "mantendo a clareza e a coerência" da doutrina ocidental, de permitir que a Ucrânia "defenda o seu território".

Artigos Relacionados

No stories found.
Diário de Notícias
www.dn.pt