Media Capital prepara entrada na Cabovisão

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A Media Capital pode investir até 170 milhões de euros na Cabovisão. As duas empresas estão em "negociações avançadas" para uma parceria, mas há outros interessados no negócio, segundo avançou ontem a agência Reuters.

O processo está a ser mediado pelo banco inglês Rothchild e deverá estar concluído até ao final do ano. A Sonaecom, do grupo Sonae, a Impresa, a Cofina e a SGC também estão na corrida ao operador de cabo, que está numa situação financeira difícil. Os fundos realizados nesta operação serão usados na reestruturação da empresa. De acordo com a Reuters, a dívida da Cabovisão ascende a cerca de 350 milhões de euros.

A Catalyst e a canadiana Cable Satisfaction International são os maiores accionistas e credores da Cabovisão. A Catalyst manter-se-á na empresa distribuidora de televisão por cabo, Internet e voz, podendo partilhar o controlo da empresa portuguesa.

Até 15 de Setembro, a Catalyst deverá assinar um acordo com a Silverpoint, um dos maiores credores e representante dos detentores da dívida garantida da Cabovisão. Só depois será possível avançar para o estabelecimento de parcerias.

Contactados pelo DN, o operador de cabo e a Media Capital optaram por não fazer comentários.

Com licenças para fornecer televisão por cabo a mais de 90 por cento dos lares nacionais e telefone fixo em todo o território, a Cabovisão chega a casa de 790 mil portugueses, de acordo com a empresa.

Constituída em 27 de Setembro de 1993, a empresa de Palmela conta com 800 colaboradores directos e indirectos em todo o País. Tem à sua frente um gestor de telecomunicações de origem iraniana, Ahmad Fadami, que apostou numa estratégia alternativa à Portugal Telecom (PT), fazendo concorrência directa à TV Cabo e afirmando a empresa como o segundo maior operador de telecomunicações nacional.

percurso. A Cabovisão entrou no mercado a partir da Margem Sul e, aos poucos, foi ganhando terreno nos concelhos limítrofes de Lisboa e Porto (mas sem entrar nas duas maiores cidades portuguesas). Em 2001, prescindiu do aluguer de redes à PT e construiu a sua própria rede nacional de fibra óptica, com mais de 13 mil quilómetros de extensão. À oferta de televisão por cabo, juntou os serviços de voz fixa e de Internet de banda larga, assumindo-se como o único operador de triple play em Portugal, apesar de o grupo PT, através das suas participadas, também disponibilizar estes produtos.

Os resultados do primeiro semestre de 2005 apontam para um volume de negócios de 63 milhões de euros, um aumento de 10,7% relativamente ao período homólogo de 2004. O balanço de seis meses de actividade mostra um crescimento nas várias áreas de actividade, com a Cabovisão a ultrapassar os 640 mil serviços activos, destacando os 200 mil clientes de telefone fixo por acesso directo.

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