Um das bandas mais aclamadas da nova geração do heavy-metal, o quarteto de Atlanta está de regresso a Portugal, dois anos depois da última visita..Surgidos na viragem do século, deram-se a conhecer em 2002, com Remission, um trabalho bastante elogiado pela crítica e recebido de braços abertos pelo público, tal como todos os restantes seis álbuns editados desde então, com os quais têm conseguido alargar as fronteiras do metal a outros territórios do rock. O último foi Emperor of Sand, um disco pesado na temática, mas muito abrangente na sonoridade, que acabou por valer à banda o primeiro Grammy da carreira, depois de várias anteriores nomeações..Vêm apresenta-lo hoje à noite a Portugal, um país onde se sentem "como em casa", como afirmou ao DN o baixista e vocalista Troy Sanders..Depois de várias nomeações, ganharam finalmente um Grammy, na categoria de "Melhor Performance de Metal". Que significado tem este reconhecimento?.Nunca pensámos nisso como um objetivo, Mas aconteceu e acima de tudo significa um reconhecimento pelos nossos pares, o que é sempre muito importante. Aconteceu, soube bem, agradecemos e foi bom, mas não nos afeta o ego de forma alguma. Já andamos nisto há demasiado tempo para deixar que isso aconteça,.Divide a função de vocalista com outro dois membros da banda, como é que decidem quem canta o quê?.Esse é um dos melhores aspetos dos Mastodon, pois essa escolha tem sempre mais a ver com quem se sente mais à vontade ou gosta mais de determinada letra. Ou se o instrumento que cada um toca é mais complicado em determinada música e nesse canta outro (risos).. Emperor of Sand é possivelmente o vosso álbum de maior sucesso, que explicação têm para isso?.Vemos sempre cada álbum como um todo. Pessoalmente gosto muito deste, tal como também gostei de todos os outros, mas trata-se de facto de um trabalho de que nos orgulhamos muito. É um trabalho muito forte e sólido, especialmente ao nível vocal. Mas isso é o que nos motiva, querer sempre fazer mais e melhor, continuar a crescer enquanto banda.Quem é esta personagem, este Emperor of Sand, cuja história é contada neste disco?.É uma personagem má, que simboliza o cancro. Não é um assunto muito apelativo, reconheço, mas tivemos algumas questões privadas e familiares relacionadas com essa doença e criámos esta narrativa, também para demonstrar que é normal falar e escrever sobre isso. Não é feliz, mas é realidade para muita gente. De qualquer forma é uma história que, no disco, acaba bem. E uma parte das receitas desta digressão revertem a favor de instituições que lutam contra o Cancro..O que podem esperar os fãs deste regresso dos Mastodon a Portugal?.Queremos proporcionar-vos um bom concerto, como sempre acontece por cá. É um país muito especial para nós e desta vez até pedimos ao nosso agente para não fechar a digressão até termos o concerto de Lisboa confirmado. As paisagens, a comida, o modo como somos recebidos pelos fãs, tudo isto é muito especial. Falo muito a sério quando digo isto, mas estou certo que vai ser o ponto alto desta digressão europeia..Mastodon.Altice Arena, Lisboa. Hoje às 20.30. Bilhetes a 30 euros