Manuela Maria: Morais e Castro "nunca se queixava, tinha sempre um sorriso"

Morais e Castro "tinha um enorme amor à vida e, mesmo quando já estava muito doente, nunca se queixava", dissa à Lusa a actriz Manuela Maria.
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Manuela Maria acompanhou a doença do actor, em particular no longo período de internamento na Casa do Artista, e recorda que "quando entrávamos no quarto dele, recebia-nos com um sorriso e abria os braços para um abraço".

"Quero recordá-lo como um grande amigo, um excelente actor, um bom colega, um homem com uma grande alegria de viver", disse Manuela Maria, emocionada, à agência Lusa.

"Nunca se queixava, mesmo na doença, ao longo da qual teve sempre ao lado a Linda Silva, com quem estava casado há mais de 30 anos", comentou a actriz.

Morais e Castro e Manuela Maria conheceram-se em 1959, no Teatro Monumental, numa peça protagonizada por Ribeirinho que tinha no elenco Catarina Avelar, Mariana Vilar, Rui Mendes e Maria José. Contracenaram depois muitas vezes, em palco e em televisão.

Morais e Castro nasceu em Lisboa em 1939, era actor e advogado, foi dirigente do Partido Comunista Português (PCP) e era casado com a actriz Linda Silva.

Vítima de cancro, o actor morreu hoje ao início da tarde no Instituto Português de Oncologia (IPO) de Lisboa . A partir das 20:00 de hoje, o corpo do actor estará no Palácio Galveias, em Lisboa, de onde partirá às 15:30 de domingo para o cemitério do Alto de São João.

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