Manter a porta aberta às democracias pela paz

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Segurança é a palavra do ano depois de a Rússia ter invadido a Ucrânia. Na Europa todos os países perceberam que ninguém está a salvo e que a união é, mais do que nunca, determinante para enfrentar o presente e preparar o futuro. Suécia e Finlândia aderiram à NATO e esta organização sabe bem que tem de manter a porta aberta para as democracias europeias, como frisou o seu líder naquela que foi uma cerimónia ímpar para a política e defesa do velho continente.

Jens Stoltenberg, secretário-geral da NATO, considera que a assinatura dos protocolos de adesão da Suécia e da Finlândia à Aliança Atlântica é um momento "histórico", que significará "uma aliança ainda mais forte". O passo formal que ontem foi dado marca o início do processo de ratificação nos 30 Parlamentos nacionais dos atuais membros, ou seja, há ainda um longo camimho a percorrer e que, ao que tudo indica, pode demorar cerca de um ano. Mas , como diz o ditado popular, Mais vale tarde, do que nunca. A vontade de contribuir para a segurança da Europa é fundamental e contribuirá para o futuro da Aliança Atlântica.

As duas nações, que aos olhos dos portugueses parecem longínquas, mas pertencem à mesma geografia, estão empenhadas e com sentido enorme da sua responsabilidade. Sendo vizinhas da bélica Rússia, aprontam-se a revelar empenho na missão. Ann Linde, ministra sueca dos Negócios Estrangeiros, expressou gratidão pelo apoio demonstrado pelos aliados, desde que os dois países manifestaram a vontade de aderir à NATO, reiterando o "compromisso" do "futuro membro" para reforçar as capacidades militares da Aliança. Pekka Haavisto, ministro finlandês dos Negócios Estrangeiros, disse que este é um momento que representa o culminar de uma aproximação que vai tornar a NATO mais forte. E foi mais longe: "As fortes capacidades militares e a preparação civil da Finlândia vão contribuir para o reforço da Aliança". Haavisto desafiou os 30 Parlamentos nacionais a uma "rápida ratificação" dos protocolos de adesão, para que os dois países se tornem integralmente membros da NATO. A expectativa é de que algumas assembleias comecem a tratar do assunto ainda nos meses de verão, tendo em conta a urgência exigida pelo cenário de guerra.

A Rússia continua a considerar estes dois pedidos de adesão uma autêntica provocação, mas depois das atrocidades cometidas pelas tropas russas na Ucrânia nada há a temer. Devemos sempre seguir o caminho quando sabemos que é aquele que está certo, o caminho da verdade e da paz.

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