Macron com 20 pontos de vantagem

Mais de nove mil polícias e soldados vão estar de serviço em Paris nesta segunda-feira. Além da possível ameaça terrorista, o dia promete ser quente na capital francesa
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A uma semana da segunda e decisiva volta nas presidenciais francesas, muitos eleitores continuam céticos sobre a capacidade de Emmanuele Macron e de Marine Le Pen para resolver os problemas da insegurança e do desemprego crónico, que há muitos anos se situa em redor dos 10%.
Estas conclusões fazem parte de uma sondagem da Ifop divulgada neste domingo.
No que diz respeito às intenções de voto, o estudo prevê que o candidato centrista leve a melhor sobre a adversária da Frente Nacional e que seja eleito presidente francês com cerca de 60% dos votos contra 40%
Mais de nove mil polícias e soldados vão estar de serviço em Paris nesta segunda-feira. Além da possível ameaça terrorista, o dia promete ser quente na capital francesa. Sindicatos, trabalhadores e opositores de Marine Le Pen vão usar os desfiles para protestar contra a candidata. Ao mesmo tempo, a Frente Nacional prepara-se para as suas habituais cerimónias anuais em honra de Joana d"Arc.

O grande desafio para as forças de autoridade é garantir que uns e outros não se encontram nas ruas, de modo a minimizar o risco de conflitos. O dia começa cedo para Le Pen, que às 07.30 locais (06.30 em Lisboa) irá depositar uma coroa de flores na estátua de Joana d"Arc, no Palais Royal. Ao final da manhã, a candidata da Frente Nacional fará um discurso para os seus apoiantes em Pyramides. Emmanuel Macron, o adversário de Le Pen na segunda volta, irá falar apenas à noite, num comício em La Villette.

É já no próximo domingo que os franceses regressam às urnas para escolher o presidente. Macron e Le Pen foram os dois concorrentes que passaram à segunda volta.

Os últimos dias da campanha ficaram marcados pelo anúncio de que, em caso de vitória, Le Pen irá nomear Nicolas Dupont-Aignan como primeiro-ministro. O eurocético que ficou em sexto lugar na primeira volta e que agora apoia Le Pen mostrou-se no passado muito crítico para com a Frente Nacional.

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