Danos em veículos de distribuição atrasam abastecimento de água engarrafada

Corte no abastecimento de água canalizada resultou num cenário de elevada escassez
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O fornecimento de água engarrafada a supermercados e lojas em Macau sofreu atrasos devido a danos nos veículos de transporte, causados pela passagem do tufão Hato, informou esta sexta-feira o Governo, que diz que o problema foi solucionado.

A cidade sofreu, desde quarta-feira, um corte no abastecimento de água canalizada, o que gerou uma corrida às garrafas nos supermercados e lojas, resultando num cenário de aparente elevada escassez.

"Devido aos danos nos veículos dos fabricantes de água engarrafada, houve um atraso no transporte de garrafas aos retalhistas nos últimos dias", indicaram os Serviços de Economia, numa resposta enviada à Lusa.

Segundo os mesmos serviços, a normalidade do abastecimento ao comércio foi restabelecida, com "contínuos envios" para Macau, que importa toda a sua água engarrafada.

Apesar de dizer que há "'stock' suficiente de garrafas em Macau", o Governo indica que "para aliviar a situação, os fornecedores e grossistas locais estão a vender (...) diretamente aos consumidores".

"Os retalhistas estão a repor os 'stocks' nas lojas", afirmaram os Serviços de Economia, acrescentando que "o preço da água engarrafada é agora estável". Nos últimos dias, perante uma 'corrida' aos supermercados, multiplicaram-se os relatos sobre comerciantes que cobraram valores excessivos.

Questionado sobre o mesmo assunto, o Conselho de Consumidores (CC) admitiu que o 'stock' de água engarrafada "é baixo de momento". O CC diz ter contactado os supermercados que informaram que já foram feitas novas encomendas, que estão "a ser transportadas para Macau".

"O Governo vai ajudar a facilitar o transporte de bens para Macau", disse o organismo, sem indicar quando é que as novas remessas devem chegar à cidade.

Apesar destas indicações, a Fundação Macau emitiu um comunicado informando que adquiriu "160 mil garrafas de água consumível do exterior", das quais 120 mil já foram distribuídas a residentes necessitados.

Na mesma linha, o Instituto de Ação Social (IAS) deu conta de medidas de apoio à população mais vulnerável, após o tufão mais forte em meio século.

Em comunicado, o IAS diz ter distribuído 10 mil garrafas de água potável a "instalações de serviços sociais sem água e eletricidade, idosos que vivem sozinhos e grupos vulneráveis de Macau, com o objetivo de responder às necessidades (...) nos próximos dias". Para responder a esta situação, a União das Associações dos Proprietários de Estabelecimentos de Restauração e Bebidas de Macau irá oferecer refeições nas próximas duas semanas aos idosos que vivem sozinhos.

A Sociedade de Abastecimento de Águas de Macau estima que o abastecimento de água, interrompido na quarta-feira, deverá voltar à normalidade "dentro de um ou dois dias".

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