Kiev acredita que ataque ao Kremlin possa ter partido da oposição russa

A Rússia atribuiu um ataque com drones contra a sede da presidência russa, em Moscovo, na semana passada, às forças ucranianas com o apoio dos EUA. Kiev nega as acusações. "Não estamos implicados e não necessitamos de algo parecido", declarou o porta-voz dos serviços militares de informação ucranianos.
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Os serviços militares de informação ucranianos negaram esta terça-feira qualquer envolvimento no ataque com drones ao Kremlin e apontaram a oposição russa ou fações internas ligadas ao poder como possíveis implicados no suposto atentado.

"Há uma posição oficial da Ucrânia e dos dirigentes ucranianos: não estamos implicados e não necessitamos de algo parecido", declarou o porta-voz dos serviços militares de informação ucranianos, Andriy Yusov.

A Rússia atribuiu um ataque com 'drones' (aeronaves não tripuladas) contra a sede da Presidência russa, em Moscovo, na terça-feira passada, às forças ucranianas com o apoio dos Estados Unidos.

O porta-voz ucraniano declarou que a Ucrânia centra todas as suas ações na "desocupação" dos territórios invadidos pela Rússia em 24 de fevereiro de 2022.

Yusov sugeriu a possibilidade do ataque ter sido lançado por forças de resistência ao Presidente russo, Vladimir Putin, dentro do país, ou ainda fações que disputam o poder dentro do próprio Kremlin.

Ao mesmo tempo, Yusov também não descartou a possibilidade do ataque ter sido uma manobra de distração orquestrada por Putin.

O porta-voz fez estas declarações numa entrevista à imprensa ucraniana, citada hoje pelos serviços militares de informação ucranianos na rede social Telegram.

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