Jovem agride Rajoy: "Estou muito feliz por tê-lo feito"

Primeiro-ministro foi agredido numa arruada em Pontevedra, tendo ficado com os óculos partidos
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Um jovem de 17 anos foi ontem detido após agredir com um soco o primeiro-ministro espanhol, Mariano Rajoy, numa arruada em Pontevedra. "Estou muito feliz por tê-lo feito", terá dito à polícia o jovem. A quatro dias das eleições, o candidato do Partido Popular continuou com a ação de campanha, apesar de os óculos se terem partido no chão.

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Rajoy seguia rodeado de gente numa rua do centro de Pontevedra, onde viveu grande parte da sua vida, quando o jovem se terá aproximado com a desculpa de querer tirar uma selfie com o primeiro-ministro. Mas, em vez da foto, acabou por dar um murro em Rajoy, o que fez com que os óculos do candidato do PP caíssem no chão, partindo-se. O jovem foi de imediato detido pelas autoridades, tendo ainda tido tempo para agredir um dos seguranças do chefe do governo, segundo o El País.

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O primeiro-ministro, que inicialmente se mostrou incrédulo e perguntou como poderia a agressão ter ocorrido (segundo testemunhas citadas pelo El Mundo), usou mais mais tarde o Twitter para dizer que estava "bem". Rajoy agradeceu ainda "as mostras de afeto e solidariedade" que recebeu, surgindo mais tarde num ato de campanha na Corunha.

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O incidente foi condenado pelos outros partidos, que vão a votos no domingo. O líder dos socialistas, Pedro Sánchez, escreveu no Twitter: "Quero condenar a agressão intolerável que sofreu Mariano Rajoy. A violência nunca é justificada." O candidato do Podemos, Pablo Iglesias, e o do Ciudadanos, Albert Rivera, enviaram mensagens de telemóvel a condenar a agressão.

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Defraudar as pessoas

Rivera está apostado em manter o tabu sobre quem seria o parceiro de coligação favorito após as legislativas se nem PP ou PSOE conseguirem maioria absoluta. "Aos que fazem cabalas com acordos e contra-acordos, uma mensagem clara: não queremos que continuem os mesmos. Continuar a defender um modelo de Espanha do PP e do PSOE seria defraudar as pessoas", disse o líder do Ciudadanos, que já surgiu nas sondagens em segundo.

Falando em Santander, garantiu: "Não chegámos até aqui para que tudo fique igual. Os espanhóis precisam de um governo novo. Nem Rajoy nem Sánchez representam essa mudança". Na sua opinião, se PP e PSOE vão perder tantos votos "é porque as pessoas não toleram mais essa política do bipartidarismo decadente que vimos (...) no debate do insulto do outro dia". No único frente a frente televisivo entre os líderes dos dois maiores partidos, Rajoy e Sánchez passaram grande parte dos 100 minutos do debate a trocar acusações e insultos.

Em entrevista ao El Mundo, o líder do Ciudadanos explicou porque, podendo vir a ser o fiel da balança após o dia 20, não quer dar apoio a nenhum dos dois grandes. "Depois de uma legislatura convulsa, com movimentos civis, com o 15-M, com o nascimento do Ciudadanos e do Podemos a nível nacional, seria uma deceção para muita gente que Rajoy continuasse a governar ou que Sánchez vá alternar com Rajoy. Confio que conseguiremos virar muitos votos na última semana".

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