IUC aumenta mesmo para carros pré-2007

Oposição deixou críticas, mas a medida vai mesmo avançar. Afinal, disse o PM, é necessário fazer escolhas em política e prefere baixar os impostos sobre o trabalho.
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Apesar das críticas da Oposição, o primeiro-ministro reiterou: o Imposto Único de Circulação (IUC) para carros anteriores a 2007 vai mesmo aumentar no próximo ano. Isto depois de ter sido desafiado a recuar na aplicação da medida.

Esta quarta-feira, durante o debate quinzenal, António Costa defendeu que é preciso "fazer escolhas" ao fazer política. E, disse o primeiro-ministro, "entre mais 25 euros [anuais] de IUC ou menos 874 euros de IRS", a sua escolha pessoal recai sobre "baixar os impostos sobre os rendimentos do trabalho e dos pensionistas", porque quer "maior justiça social" no país. "É muito simples", disse o chefe de Governo.

Intervindo em resposta a Rui Rocha, o primeiro-ministro explicou que este imposto vai contemplar duas vertentes (a cilindrada do automóvel e uma componente ambiental). Por isso, atirou, "a Oposição tem de decidir se a emergência climática é todos os dias ou se é só à segunda, quarta e sexta-feira".

Também o presidente do Chega, André Ventura, criticou esta medida ao falar do Orçamento, que classificou como uma "vigarice". "Os portugueses vão entregar mais dinheiro ao Estado", disse, referindo que o aumento do IUC é uma vergonha que deixaria corado qualquer democrata", acusando ainda o Executivo de encobrir o fim das portagens nas antigas SCUT com o aumento deste imposto.

Segundo o relatório que acompanha o Orçamento do Estado para 2024, serão abrangidos cerca de três milhões de categoria A (carros, com matrícula até 2007) e 500 mil da categoria E (motociclos), que serão tributados com base apenas na cilindrada, sem considerar a componente ambiental. O impacto orçamental previsto é de 84 milhões de euros.

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