Inventor dinamarquês admite ter desmembrado jornalista sueca

Mas, por bizarro que possa parecer, nega ter morto a jornalista Kim Wall
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O inventor dinamarquês Peter Madsen confessou ter sido ele a desmembrar o corpo da jornalista sueca Kim Wall, segundo um comunicado divulgado esta segunda-feira pela polícia dinamarquesa.

Peter Madsen sempre negou ter mutilado o corpo da vítima garantindo que a morte tinha sido por intoxicação por monóxido de carbono dentro do submarino.

Mas tarde, nas audiências do tribunal o inventor dinamarquês confessou que a morte tinha sido causada por uma pancada acidental na cabeça - um choque com a escotilha do submarino.

O inventor confessou agora ter desmembrado o corpo da jornalista e atirado as partes do corpo ao mar, mas nega tê-la morto.

Segundo as autoridades, as acusações a Peter Madsen são de assassinato, mutilação e ainda agressão sexual, com base na autópsia realizada ao corpo da jornalista.

"Kim Wall sofreu 14 facadas na zona dos órgãos genitais e é devido a essas facadas que dizemos que houve um motivo sexual", explicou o porta-voz da polícia Jens Moller Jensen.

A jornalista sueca foi vista pela última vez a 10 de agosto, dia em que subiu a bordo do submarino UC3 Nautilus para entrevistar o inventor Peter Madsen.

A polícia encontrou no mar um torso feminino, dia 23 de agosto, que identificou como sendo de Kim Wall. No início deste mês, foram encontradas as pernas e a cabeça da jornalista e de acordo com as autoridades não existia fratura no crânio que prove que Kim Wall tivesse sido atingida na cabeça pela escotilha.

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