Índia recua na decisão de suspender jornalistas acusados de criar notícias falsas

Narendra Modi considerou que as questões em torno de notícias falsas deviam ser tratadas pelo Conselho de Imprensa da Índia, um grupo de imprensa semi-independente
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A Índia recuou esta quarta-feira na decisão, anunciada na véspera, de suspender as credenciais de jornalistas acusados de criarem ou difundirem notícias falsas, na sequência de duras críticas da imprensa e da oposição.

Na terça-feira, jornalistas e políticos da oposição acusaram o Governo indiano de tentar amordaçar os 'media' durante a campanha eleitoral, esperada para o próximo ano.

Vários meios de comunicação indianos relataram que o pedido inicial, anunciado na noite de segunda-feira, para suspender jornalistas acusados de criarem ou divulgarem notícias falsas, foi retirado, de acordo com as instruções do primeiro-ministro indiano, Narendra Modi.

Modi considerou que as questões em torno de notícias falsas deviam ser tratadas pelo Conselho de Imprensa da Índia, um grupo de imprensa semi-independente.

Na tarde de terça-feira, O Ministério da Informação e Transmissão indiano indicou que as diretrizes para regular as notícias falsas "estavam suspensas", de acordo com um comunicado oficial.

Antes, o mesmo Ministério tinha anunciado que, de acordo com uma nova diretiva das autoridades, as credenciais de qualquer jornalista que "crie e/ou propague" notícias falsas ('fake news') serão suspendas até à conclusão da investigação.

A nota não definia o conceito de notícias falsas, ou como poderia decorrer todo o processo.

Segundo o comunicado, as investigações seriam conduzidas por um grupo que incluiria jornalistas, proprietários de 'media' e, por vezes, políticos.

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