O diretor do Centro de Saúde de Dondo, Azarias Manhenje, referiu à agência Lusa, em contacto telefónico, que a intervenção da missão humanitária de Angola "é profunda" e está a decorrer desde o final da semana passada "na cobertura" do edifício.."Com o ciclone, muitas chapas voaram e parte do Centro de Saúde ficou sem cobertura", disse, salientando que a reabilitação, que se prevê possa estar concluída dentro de cerca de uma semana, incide no "banco de socorro, na maternidade e no laboratório"..Azarias Manhenje referiu que a ajuda angolana - com uma missão constituída por 100 elementos, entre militares e civis - estende-se também "ao apetrechamento" daquelas unidades, nas áreas mais afetadas pelo ciclone, com o fornecimento de "camas colchões e equipamentos médicos"..Apesar do apoio, estabelecido também com parcerias, o responsável do Centro de Saúde do Dondo, cidade com cerca de 100.000 habitantes a pouco mais de 30 quilómetros da Beira, notou que subsistem "dificuldades na medicina e consulta externa"..A missão angolana de ajuda humanitária a Moçambique "ainda não tem parceiros", mas prevê-se que o apoio se estenda a outras infraestruturas de saúde do Dondo..Angola determinou que a missão angolana atuasse estrategicamente no distrito do Dondo, não só com a recuperação de infraestruturas, também com assistência médico-medicamentosa..Na Beira, capital da província de Sofala, a missão angolana montou um centro de tratamento para os doentes com cólera..O ciclone Idai atingiu a região centro de Moçambique, o Maláui e o Zimbabué em 14 de março..Segundo o último balanço das autoridades moçambicanas, o ciclone fez 602 mortos e 1.641 feridos, tendo afetado mais de 1,5 milhões de pessoas no centro de Moçambique.