A paralisação sectorial de quatro dias na RTP, que terminou à meia-noite de hoje, registou uma adesão elevada, segundo referiram o Sindicato dos Trabalhadores de Telecomunicações e Comunicação Audiovisual (STT) e o Sindicato Nacional dos Trabalhadores das Telecomunicações e Audiovisual (SINTTAV)..Luís Marques, administrador da RTP, referiu ao DN que "no essencial não houve problemas com as pessoas que trabalharam a assegurar os serviços", apesar de reconhecer que esta greve "teve uma adesão elevada". No entanto, lembra "o número elevado de pessoas que estavam de férias ou folgas nesta altura do ano, o que não permite saber se aderiram à greve"..O protesto foi convocado para o departamento de supervisão de emissão, os serviços de comunicações móveis e de manutenção de estúdios e emissão e o centro nacional de coordenação técnica, onde trabalham mais de uma centena de funcionários. Em causa está o Acordo Colectivo de Trabalho (ACT) que está a ser aplicado na empresa. Os sindicatos acusam a administração de " minar o terreno, aplicando um misto de disposições do Código do Trabalho e do ACT, nomeadamente quanto à organização de horários de trabalho e regime de folgas" que foi recusado pelos trabalhadores..O STT e o SINTTAV "saudaram os trabalhadores destes sectores pelo seu elevado espírito de sacrifício e pela forte adesão a esta forma de luta" que atingiu "quase os 100%". .Rogério Martins, do STT, reconheceu que as emissões da televisão pública decorreram dentro da normalidade, mas sublinhou ao DN que a greve manteve-se "com uma situação igual aos dias anteriores, com apenas um trabalhador do Centro Nacional de Coordenação Técnica a furar a greve".