O ministro defende que não houve golpe no dia 31 de março daquele ano e que o regime que se seguiu não foi uma ditadura.."O papel do Ministério da Educação é garantir a regular distribuição do livro didático e prepará-lo de forma tal que as crianças possam ter a ideia verídica, real, do que foi a sua história", disse..Ricardo Veléz afirmou em entrevista ao portal Valor Económico que os militares que governaram o Brasil entre 1964 e 1985 não fizeram um golpe, nem estabeleceram uma ditadura, mas um "regime democrático de força".."A história brasileira mostra que o 31 de março de 1964 foi uma decisão soberana da sociedade brasileira. Quem colocou o Presidente Castelo Branco no poder não foram os quartéis", acrescentou o ministro..O Governo brasileiro enviou hoje um telegrama à ONU no qual diz que "não houve golpe de Estado" em 1964 e que os governos militares foram necessários "para afastar a crescente ameaça comunista no Brasil", avançou a BBC Brasil.."Garantir a preservação das instituições nacionais, no contexto da Guerra Fria" é outro dos argumentos usados no telegrama enviado hoje pelo ministério das Relações Exteriores do Brasil a Fabian Salvioli, relator das Nações Unidas para a promoção da verdade e justiça, a que a BBC News Brasil teve acesso..O Presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, propôs ao Ministério da Defesa que recordasse, no passado fim de semana, o 55.º aniversário do golpe de Estado ocorrido entre 31 de março e 01 de abril de 1964..Durante o período em que foi deputado federal, Jair Bolsonaro sempre defendeu que o Brasil não viveu uma ditadura entre 1964 e 1985, mas sim um "regime com autoridade"..Bolsonaro chegou ainda a homenagear em plenário o coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, reconhecido pela justiça de São Paulo como torturador durante o regime militar..Para o atual chefe de Estado do Brasil, Ustra é um "herói brasileiro"..A ideia de voltar a celebrar a data do golpe militar no Brasil gerou inúmeras críticas dentro e fora do país, além da convocação de atos de repúdio.