Fonte da PJ diz que, embora a situação mais recorrente neste tipo de fraude seja o pishing, "existindo sempre um elo de ligação entre o utilizador e o acesso ao banco online", também pode acontecer que "o computador esteja infectado com um vírus, permitindo o acesso à conta". E há cada vez mais queixas destas na polícia de clientes que foram extorquidos através da Net..Carla Oliveira acrescenta que "existe uma multiplicidade de formas da fraude acontecer. Os hackers (piratas informáticos) têm habilidades técnicas e conseguem entrar em qualquer sistema". E estão sempre a actualizar-se face aos mecanismos de segurança que vão sendo introduzidos. .A situação é admitida pelo próprio Montepio, referindo que o mesmo se passa em relação às outras instituições financeiras. E "têm vindo a registar um número crescente de ocorrências de phishing às quais respondem através de um conjunto de acções de prevenção e alerta com o objectivo de consciencializar os utilizadores relativamente a boas práticas de segurança na utilização da Internet"..Mas há sistemas de segurança mais evoluídos que outros. Por exemplo, há entidades bancárias que utilizam o cartão-matriz e substituem-no automaticamente quando são utilizadas todas as combinações, para assim evitar cópias..O cartão-matriz do Montepio tem a validade de dois anos, "havendo a possibilidade de reno- vação antecipada, mediante a emissão de novo cartão no estado pré-activo caso se verifique o esgotamento de uma percentagem elevada das combinações de coordenadas possíveis.".A dificuldade está em provar de quem foi a culpa. A clonagem de cartões é mais fácil de provar e, em regra, as instituições repõem os montantes retirados com essas cópias. .Carla Oliveira lembra que cabe ao banco provar que o cliente foi negligente e facultou os códigos. Francisco Quina não admite essa hipótese e mudou de banco.