Fibrilhação auricular afecta mais de 120 mil portugueses

A fibrilhação auricular, uma doença do coração que pode levar à morte, afecta mais de 120 mil portugueses acima dos 40 anos. Um número de cresce quanto mais idade têm os doentes. Hoje comemora-se o Dia Mundial do Ritmo Cardíaco.
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"Acima dos 40 anos, a fibrilhação auricular atinge cerca de 2,5 por cento da população, mas, em pessoas com mais de 70 anos, a prevalência é de 6,6 por cento. A idade é, por isso, um factor de risco para fibrilhação auricular", alerta o presidente da Associação Bate, Bate Coração, Carlos Morais, a propósito das comemorações do Dia Mundial do Ritmo Cardíaco.

As doenças cardiovasculares são uma das principais causas de morte em Portugal e uma parte significativa delas é por arritmias cardíacas. Uma arritmia é uma perturbação do ritmo dos batimentos cardíacos e pode ter consequências fatais quando não tratada. A falta de informação é um dos principais fatores que pode levar à morte inesperada, repentina e não acidental, conhecida como morte súbita.

"A fibrilhação auricular, a principal causa de arritmias cardíacas, está associada a outras comorbilidades cardiovasculares, nomeadamente, a hipertensão arterial, a dislipidemia ou a ocorrência prévia de um evento cerebrovascular, em particular, o AVC", acrescenta o cardiologista.

A Associação Bate, Bate Coração pretende contribuir para um maior esclarecimento das pessoas sobre as arritmias cardíacas, não só para ajudar a identificar os sinais de alerta para a doença mas também ensinar a medir a pulsação, uma técnica simples e rápida, que ajuda a identificar os problemas do ritmo cardíaco.

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