Fernando Santos: "É preciso ter muita atenção à Nova Zelândia"

Selecionador nacional admite rotatividade no jogo de sábado com os neozelandeses mas não revela nomes, para "não dar trunfos" aos adversários.
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O selecionador nacional, Fernando Santos, não vacila no discurso de seriedade e respeito pelo adversário, antes do duelo com a Nova Zelândia (sábado, 16:00, RTP1), que pode lançar Portugal para as meias-finais da Taça das Confederações. "É preciso ter muita atenção à Nova Zelândia, que tem mostrado que pode criar alguma surpresa", avisou o treinador, esta sexta-feira, na conferência de imprensa de antevisão da partida.

Apesar do ultrafavoritismo da seleção nacional, que vai defrontar a 95.ª classificada do ranking da FIFA, e apenas precisa de um empate para passar à meia-final da Taça das Confederações, Fernando Santos não quer dar um passo maior do que a perna e perspetivar já a fase seguinte. "Não me preocupo com o que vai acontecer depois. Se passarmos, a partir daí iremos debruçar-nos sobre aqueles que podem ser os nossos adversários", sublinhou.

Para o técnico, a prioridade é a Nova Zelândia. "É uma equipa que luta muito, que trabalha muito, quie tem jogadores e treinadores experientes. Com capacidade de trabalho, alguma técnica, saídas rápidas e muito bem estruturada, complicou a vida ao México", destacou Fernando Santos.

E o discurso é de respeito pelo rival. "A minha equipa não se vai deixar levar por esse tipo de questões [de quem apenas se pergunta por quantos golos de diferença é que Portugal vai ganhar]" Sabemos aquilo que queremos. E é assim que vamos estar, jogo a jogo", disse o selecionador. "Entramos sempre para ganhar. E sempre nos assumimos como candidatos. É isso que vamos continuar a fazer. Há uma estratégia que acreditamos que vai resultar e nos vai fazer seguir para a fase seguinte", frisou.

Pelo meio, há algumas pedras na engrenagem: a lesão de Raphaël Guerreiro e a gripe de Eliseu podem deixar a equipa das quinas sem opções para a ala esquerda da defesa. Fernando Santos desdramatiza. "Seguramente que o Raphaël não vai estar. Mas, felizmente para nós, não aconteceu nada tão grave quanto podia ter acontecido e a porta está aberta para poder vir a participar ainda na Taça das Confederações [se Portugal seguir em frente]. Quando a Eliseu, apresentou síndrome gripal desde ontem, vamos ver como está amanhã. Se não for ele, está outro", apontou, sem elencar alternativas.

De resto, Fernando Santos reconheceu que irá fazer mexidas na equipa - mas sem dar mais pormenores. "Obviamente não é fácil estar no fim de uma época, a jogar de três em três dias, e com menos de 72 horas de recuperação. Temos de fazer gestão de jogadores. E será feita. Tenho um grupo em quem confio em absoluto e sei que qualquer jogador que chame ao jogo está 100% focado e com espírito de equipa", explicou. No entanto, não disse nomes, nem quis comentar a possibilidade de Cristiano Ronaldo ser poupado: "Não vou dizer quem vai jogar, não vou dar trunfos desses a ninguém - ao meus adversários, obviamente".

E, mesmo admitindo que Portugal "é candidato [à conquista da Taça das Federações] desde o primeiro dia", o treinador equipa das quinas falar das meias-finais nem vaticinar em que dia voltará a Portugal (como fizera, com sucesso, no Euro 2016). "Só falo do jogo de amanhã. Indo muito à frente, a gente pode atrapalhar-se e cair. Mais vale ir devagarinho até ao triunfo final", conclui.

De resto, antes de Fernando Santos, também Luís Neto, defesa-central da seleção nacional, mostrou foco máximo no jogo deste sábado. "Nunca houve nem nunca haverá facilitismo na seleção. Queremos acabar bem o grupo, com vitória que nos permita cimentar primeiro lugar e encarar o jogo seguinte da melhor maneira", afirmou. Afinal, primeiro, há que ultrapassar a Nova Zelândia.

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