Febre social sobe em França

Depois das greves, raptos e bloqueios de fábricas no início de Março, trabalhadores franceses voltaram a carga contra o patronato que ameaça os seus empregos
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Continental, Molex, Caterpillar: três grandes empresas estrangeiras que estão por trás de uma nova vaga de tumultos em França marcada por novos sequestros de empresários e tomada de edifícios.

Depois das greves, bloqueios de fábricas e sete casos de rapto no início de Março, a febre social voltou a subir terça-feira quando os empregados da gigante alemão Continental tomaram um dos edifícios da empresa na cidade de Compiégne.

Os manifestantes reagiram depois de um tribunal ter rejeitado o seu pedido de suspensão da decisão de fechar uma fábrica no norte, onde trabalham 1120 pessoas.

Ontem à noite dois dos responsáveis da empresa americana de componentes automóveis, Molex, foram libertados depois de terem estado reféns durante 24 horas.

Os empregadores raptaram-nos depois de ter sido anunciado o encerramento de uma fábrica em Villemur-sur-Tarm.

Os sequestradores cederam por pressão da justiça mas uma centena de empregados apupou os “patrões vadios” na hora da libertação.

Problemas é também o que se espera nas fábricas da filial da Caterpillar nos próximos dias. Os empregados rejeitaram ontem à noite um plano de crise que fora mediado pelo Governo e assinado pelos representantes sindicais.

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