Exposição evoca encomenda prodigiosa de D. João V
"A Encomenda Prodigiosa" é o título desta exposição comissariada por António Filipe Pimentel e Teresa Vale, e que, segundo o MNAA, vai ficar dividida entre aquele museu e a Igreja e Museu de São Roque da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa.
As obras são provenientes da coleção do museu e de três dezenas de instituições nacionais, de coleções particulares e de várias instituições internacionais, como o Museu La Certosa di San Martino, em Nápoles.
Também constam obras da Biblioteca Nazionale Universitaria e do Palazzo Madama-Museo Civico D'Arte Antica, de Turim, em Itália, e do Szépmuvészeti Múzeum (Museu de Belas Artes), em Budapeste, na Hungria.
Serão mostrados, pela primeira vez em Portugal, os projetos de Luigi Vanvitelli, para o Palácio Real da Ribeira (1717-18), e de Filippo Juvarra, para um Farol e para o Palácio Patriarcal de Lisboa (1719), além do projeto original de Salvi e Vanvitelli, para a Capela de São João Batista.
A exposição no MNAA evoca a época da subida ao trono de D. João V, em 1706, "reunindo legitimidade dinástica, condições financeiras e um temperamento solar, reforçado pela juventude dos seus 18 anos incompletos", enquadra uma nota do museu.
Em resultado das relações políticas entre Portugal e a Santa Sé, foi conseguida a elevação da Capela Real a Basílica Patriarcal, em 1716, que viria a ser considerada uma das mais magníficas igrejas da Europa.
A Basílica Patriarcal foi "alimentada" por constantes encomendas a artistas estrangeiros e viria a ser destruída pelo incêndio, que consumiu Lisboa durante o Terramoto de 1755, embora um extensão tenha sido poupada - a Capela de São João Batista, instituída na Igreja de São Roque, casa mãe da Companhia de Jesus, hoje propriedade da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa.
Encomendada a Nicola Salvi, que ficou conhecido pelo projeto da Fonte de Trevi, em Roma, a Luigi Vanvitelli, e a vários artistas próximos da cúria papal, a capela formava, com a Patriarcal, um conjunto edificado sob a direção de João Frederico Ludovice (1673-1752), o arquiteto e ourives de origem germânica, ao serviço de D. João V.
No mesmo dia, 18 de maio, mas às 22:00, o MNAA inaugura também a exposição "Olhares Contemporâneos: A Arca Invisível", com obras dos artistas André Cepeda, José Pedro Cortes e Vasco Barata, resultado de uma residência da Fundação EDP, este ano, com curadoria de Delfim Sardo.
"A Encomenda Prodigiosa" vai estar patente de 18 de maio (com inauguração prevista para as 18:00) a 29 de setembro, no MNAA, e entre 27 de junho e 29 de setembro, na Igreja e Museu de São Roque.