Exército bielorrusso protege infraestruturas críticas na sua fronteira

O Ministério de Defesa bielorrusso indicou que a proteção de pontes, cruzamentos e vias férreas na fronteira com a Ucrânia têm o objetivo de evitar possíveis "sabotagens e provocações" de parte da Ucrânia.
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O exército bielorrusso assumiu esta segunda-feira a proteção de infraestruturas críticas na fronteira com a Ucrânia, incluindo pontes, vias ferroviárias e cruzamentos rodoviários, para evitar "sabotagens e provocações", assinalou o ministério da Defesa.

"Com o objetivo de evitar sabotagens e provocações foram protegidas pontes, cruzamentos, vias férreas, e foram instalados postos de controlo com armas ligeiras e equipamento militar", indicou o ministério em comunicado na sua conta Telegram.

A Defesa indicou que o principal objetivo das medidas destinadas ao reforço da fronteira do país consiste em "garantir a segurança dos cidadãos da República da Bielorrússia, conter as violações na fronteira e eliminar os canais destinados ao fornecimento de armas e munições".

Minsk também aguarda a chegada de pelo menos 9.000 soldados russos que vão integrar o agrupamento militar conjunto da União estatal da Rússia e Bielorrússia, e perante o aumento das tensões na vizinha Ucrânia, invadida por Moscovo em fevereiro passado.

No domingo, o ministério da Defesa bielorrusso anunciou a chegada dos primeiros aviões russos que se vão juntar a este agrupamento.

Na semana passada, o Presidente bielorrusso Alexander Lukashenko anunciou um acordo com o seu homólogo russo Vladimir Putin para a formação deste agrupamento militar, e que Minsk qualificou de puramente "defensivo".

O vice-ministro bielorrusso da Defesa e cooperação militar internacional, coronel Valeri Revenko, esclareceu esta segunda-feira perante 19 adidos militares estrangeiros as atividades para garantir a segurança do país "na atual situação político-militar".

Revenko argumentou que o alto nível de tensão em torno da Bielorrússia tornou necessária a adoção de um conjunto de medidas estratégicas adicionais de contenção, destinadas a evitar a "desestabilização da situação e desencadear uma agressão militar".

A Rússia invadiu a Ucrânia em 24 de fevereiro deste ano, desencadeando uma guerra que mergulhou a Europa naquela que é considerada a mais grave crise de segurança desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

Desconhece-se o número de baixas civis e militares, mas diversas fontes, incluindo a ONU, têm admitido que será consideravelmente elevado.

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