Ex-presidente do parlamento do Brasil condenado a 15 anos de prisão 

O antigo presidente da câmara baixa (parlamento) do Brasil, Eduardo Cunha, que desempenhou uma função crucial na controversa destituição da ex-Presidente Dilma Rousseff, foi hoje condenado a 15 anos de prisão por corrupção
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A decisão do juiz anticorrupção Sérgio Moro foi anunciada pelo procurador de Curitiba (sul), no âmbito de um vasto inquérito sobre a rede de pagamentos ilícitos que envolvem o gigante petrolífero Petrobras.

Eduardo Cunha, membro do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), formação a que pertence o atual Presidente da República, Michel Temer, que sucedeu no final de agosto a Dilma Rousseff, foi detido em outubro de 2016.

[destaque:Cunha, todo-poderoso até há poucos meses, foi suspenso a 05 de maio das suas funções pelo Supremo Tribunal Federal]

Este deputado evangélico ultraconservador, de 58 anos, foi acusado de "mentir" aos seus pares, após negar possuir contas bancárias na Suíça, alimentadas por milhões de reais correspondentes a subornos pagos à margem dos contratos da Petrobras no estrangeiro, segundo indicaram os investigadores.

Personagem extremamente influente, e que federou os setores mais conservadores do parlamento, Cunha representava a "ala dura" do PMDB.

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