Ex-GNR de Santa Comba acusado de dez crimes

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Para além dos homicídios, todos na forma qualificada, de três jovens suas vizinhas, António Costa, o ex- -cabo da GNR que em Junho de 2006 foi detido pela Polícia Judiciária ganhando o epíteto de "serial killer de Santa Comba", é acusado de dois crimes de coacção sexual na forma tentada, um crime de profanação de cadáver, e três de ocultação de cadáver, assim como um crime de denúncia caluniosa. A acusação foi exarada durante a interrupção judicial natalícia.

Ao que o DN apurou, António Costa, 53 anos, conhecido pelos amigos e vizinhos como "Tói", chegou a confessar os crimes e indicou até à polícia onde se desfizera do corpo da última das vítimas (Joana Oliveira, de 16 anos) mas em várias ocasiões - mesmo já depois de preso - tentou imputar os homicídios, através de cartas enviadas à PJ, a um parente de uma das raparigas mortas (um tio de Mariana Lourenço, 18 anos, a segunda das vítimas). Para tal, o acusado terá contado com o auxílio de alguém, já que pelo menos uma das missivas não pode ter sido enviada por ele.

Os crimes de coacção sexual reportam-se a alegadas tentativas de beijar a primeira vítima, Isabel Cristina Isidoro (17 anos), e a segunda, Mariana - tentativas que o próprio acusado reconheceu. A profanação de cadáver baseia-se em evidência material de que o cadáver de Joana terá sido despido, enquanto as ocultações se referem, naturalmente, ao facto de os três corpos terem sido lançados à água (Isabel Cristina no mar da Figueira da Foz, as duas outras na barragem da Aguieira, perto de Santa Comba).

Se considerado culpado naquele que será, na expressão de um investigador policial ouvido pelo DN, "o primeiro julgamento português de um homicida em série diagnosticado", António Costa arrisca a pena máxima prevista no ordenamento legal português - 25 anos. FC

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