A duas semanas de sair do poder Gerhard Schroeder, ex-chanceler alemão, assinou um acordo sobre o gasoduto Nord Stream, para transportar gás russo para a Alemanha , sem ter que passar por outros países de trânsito, como, por exemplo, a Polónia. O seu Governo social-democrata garantiu, a 24 de Outubro de 2005, que a Alemanha entraria com mil milhões de euros neste projecto caso a Gazprom falhasse (mas tal nunca foi preciso). .Após perder as eleições , derrotado pela democrata-cristã Angela Merkel , Schroeder aceitou o cargo de administrador do comité de accionistas do consórcio Nord Stream. As críticas chuveram, por parte dos media, oposição e, até mesmo, dos países que se viram contornados por este importante veículo do gás russo rumo à Alemanha ..As desconfianças da existência de um acordo entre Schroeder e Vladimir Putin têm vindo a ganhar consistência com uma série de episódios que ocorreram nos últimos dois anos. No livro que lançou em 2006, Decisões: A Minha Vida na Política, o ex-chanceler, hoje com 63 anos, diz que o Presidente russo tem uma das mais difíceis tarefas do mundo. .Isto depois de ter afirmado, dois anos antes, que ele era um democrata irrepreensível. Aquando do diferendo entre a Estónia e a Rússia, em Maio de 2007, por causa da estátua de Estaline, Schroeder apressou-se a defender o Kremlin e acusar Tallin de falta de civismo. Não é possível saber ao certo quanto ganha o político alemão como funcionário da Gazprom. Mas como antigo governante ganhará uma pensão que ronda os 230 mil euros. Não é certo que não volte à política, caso as coisas corram mal a Merkel , já a partir das eleições de amanhã.