Eutanásia: PS e PSD não fecham porta a adiamento da votação

Não está "para já em cima da mesa", mas são coisas "que se decidem quase em cima da hora", notam Delgado Alves e Fernando Negrão
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Nem PS, nem PSD fecham totalmente a porta a um eventual adiamento da votação da eutanásia, podendo os quatro projetos baixarem à especialidade sem essa votação. No final das reuniões das duas bancadas, Pedro Delgado Alves e Fernando Negrão sublinharam que ainda faltam uns dias até ao debate parlamentar de dia 29.

O líder parlamentar social-democrata disse ter "algumas dúvidas" que isso aconteça, mas sempre foi dizendo que, "no Parlamento, essas coisas por norma decidem-se quase em cima da hora da votação". E concluiu Fernando Negrão: "Portanto, veremos."

Esta possibilidade também não foi afastada pelo vice-presidente da bancada socialista, apesar de ser necessário um consenso entre as diferentes bancadas para que se verifique adiamento. Segundo Delgado Alves, "para já" a intenção é que aconteça a votação nominal. "Para já é essa intenção de todos", disse, acrescentando no entanto que "hoje é quinta-feira, a votação é terça-feira, ainda decorrem quatro dias". E ressalvando que, "neste momento", "não é um caminho que esteja em cima da mesa".

O que está para já claro é que PSD e PS darão liberdade de voto. Fernando Negrão antecipou que "um número expressivo" de deputados sociais-democratas votará contra, enquanto que Pedro Delgado Alves também notou que "é prematuro dizer que haverá um provável chumbo ou aprovação", apontando que "existe uma tomada de posição de muitos deputados do PSD que votarão favoravelmente".

Sobre eventuais inconstitucionalidades, o vice da bancada socialista sublinhou que, na sua, não vislumbram "um problema de constitucionalidade". No PSD, o tema não foi colocado nestes termos.

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