EUA e aliados convocam Conselho de Segurança em resposta a míssil norte-coreano

O Conselho de Segurança da ONU - que proibiu a Coreia do Norte de realizar esse tipo de teste - reuniu-se à porta fechada após cada um desses testes, mas não ofereceu nenhuma resposta oficial face à divisão que existe, com China e Rússia em posições opostas às dos EUA e aliados.
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Os Estados Unidos da América (EUA) e aliados pediram esta quinta-feira uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) em resposta ao lançamento de um míssil balístico intercontinental pela Coreia do Norte.

Em causa está o primeiro teste com este tipo de armamento que Pyongyang realizou em quase cinco anos.

Fontes diplomáticas disseram à agência espanhola Efe que os EUA, Albânia, França, Irlanda, Noruega e Reino Unido querem que o Conselho de Segurança se reúna na sexta-feira e que o faça à porta aberta, após as últimas sessões sobre testes de mísseis norte-coreanos terem sido privadas.

A porta-voz da delegação norte-americana, Olivia Dalton, enfatizou que o novo teste de armas pela Coreia do Norte é outra "violação flagrante de várias resoluções do Conselho de Segurança da ONU".

Também a própria ONU condenou "fortemente" o disparo do míssil balístico intercontinental pela Coreia do Norte e pediu a Pyongyang que cesse qualquer ação considerada "contraproducente" e que faça aumentar as "tensões" na Ásia.

"O lançamento de um míssil de longo alcance representa o risco de uma grande escalada de tensões na região", afirmou o porta-voz do secretário-geral da ONU, em comunicado.

António Guterres exortou a Coreia do Norte a "não tomar mais ações contraproducentes", disse ainda o porta-voz do secretário-geral.

Pyongyang lançou esta quinta-feira um míssil balístico intercontinental que, segundo o Exército sul-coreano, voou cerca de 1.080 quilómetros, atingindo uma altura máxima de cerca de 6.200 quilómetros antes de cair no Mar do Japão (chamado de Mar do Leste, nas duas Coreias).

Este é o primeiro projétil desse tipo disparado pela Coreia do Norte em quase cinco anos e o teste significa uma nova rutura da moratória que havia sido autoimposta nesta área antes da sua primeira cimeira com os EUA, em 2018.

Com o de hoje, já são 12 os testes de armas que Pyongyang levou a cabo até agora desde o início deste ano, o que mais uma vez fez disparar a tensão na região.

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